Gleisi critica Selic e diz ser “absurdo” que taxa de juros siga em 15%

Gleisi critica Selic e diz ser “absurdo” que taxa de juros siga em 15%

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta quarta-feira (28) o nível da taxa básica de e disse ser um “absurdo” a estar em 15% ao ano.

A declaração foi dada a jornalistas, na manhã desta quarta, e antes de o anunciar a manutenção da taxa no patamar de 15% (leia mais abaixo).

“Eu acho um absurdo os juros continuarem nesse patamar de 15%. Isso só tem implicação em uma coisa: aumento da dívida pública brasileira”, disse.

“A quem interessa? Para que manter essa taxa de juros? Realmente espero que a autoridade monetária faça uma reflexão e comece a baixar as taxas de juros”, prosseguiu.

Gleisi ressaltou que a manifestação se tratava de um posicionamento pessoal e que não estava falando em nome do do Luiz Inácio da Silva (PT). Além da ministra, o próprio chefe da equipe econômica, Fernando Haddad, já havia criticado a taxa da Selic em ocasiões anteriores.

BC mantém taxa em 15%

Horas após a declaração de Gleisi, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano.

A decisão – a primeira do ano – foi tomada de forma unânime entre os sete diretores que compõem o colegiado.

Após seis reuniões e cinco manutenções seguidas, a Selic segue estacionada no maior patamar em 20 anos desde junho de 2025.

Ao anunciar a decisão, o BC voltou a chamar atenção para um ambiente externo que ainda é incerto, “em função da conjuntura e da política econômica nos , com reflexos nas condições financeiras globais”.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão “, pontua.

Para o cenário doméstico, a avaliação é de que os indicadores seguem convergindo favoravelmente ao trabalho da política monetária. A atividade econômica apresenta sinais de moderação e o segue resiliente, enquanto a e seus componentes estão se controlando, apesar de seguirem acima da meta perseguida pela autarquia.

“O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, diz o comunicado.

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