Previdência deixou de arrecadar mais de R$ 106 bilhões entre 2022 e 2025 com a pejotização, diz Marinho

Previdência deixou de arrecadar mais de R$ 106 bilhões entre 2022 e 2025 com a pejotização, diz Marinho

Em audiência pública no , ministro do e Emprego argumentou que estruturas de proteção ao trabalhador estão em risco com o avanço da contratação via pessoa jurídica (PJ) em substituição à CLT

ANDRé RIBEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO – 13/02/2023O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que a Previdência Social, o FGTS e o Sistema S perderam deixaram de arrecadar R$ 106 bilhões de 2022 a 2025 devido ao fenômeno da “pejotização“. Em audiência pública sobre o tema, realizada nesta segunda-feira (6) no (STF), Marinho sustentou que as estruturas de proteção ao trabalhador estão em risco com o avanço da contratação de trabalhadores via pessoa jurídica (PJ) em substituição à CLT.

“O contrato de pessoa jurídica existe desde que o mundo é mundo. Isso não está em discussão. O que está em discussão é a trabalhista travestida de pessoa jurídica”, afirmou. Para o ministro, o tem “forçado a barra” para firmar contratos PJ. “Nós queremos aumentar ainda mais o buraco do déficit da Previdência? Esse é o debate? Para vir uma forçada de barra para uma reforma da Previdência que vai de novo sobrecarregar quem? De novo os trabalhadores?”, questionou.

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“O que nós precisamos compreender é que, independente da formação ou do salário da pessoa, se tem subordinação, se tem as características da relação de trabalho, é a CLT que protege”, sustentou. O processo que vai definir as balizas para a contratação de prestadores de via PJ será julgado com repercussão geral, ou seja, o resultado deverá ser seguido por todas as instâncias da . Ainda não há data para o julgamento da , relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Outro processo, cujo escopo é apenas o vínculo empregatício de trabalhadores de , deve ser julgado em novembro pela Corte, em caso relatado pelo ministro Edson Fachin.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

 



Fonte: Jovem Pan

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