Zanzibar: o arquipélago da Tanzânia que mistura história colonial e praias azul-turquesa

Zanzibar: o arquipélago da Tanzânia que mistura história colonial e praias azul-turquesa

Talvez você já tenha ouvido falar de Zanzibar e, quando foi procurar no mapa, não conseguiu encontrar. Pudera: embora esse nome já tenha sido bem mais famoso no passado, quando era uma região à parte durante o domínio colonial, desde meados dos anos 1960 esse paradisíaco arquipélago na costa leste da África é parte da Tanzânia.

É por isso que Zanzibar não aparece em nenhuma de países do mundo, mesmo entrando cada vez mais no radar do turismo: desde os anos 1980, essa parte do território tanzaniano vem investindo na promoção das belezas naturais e históricas que guarda em seu interior, com direito a impressionantes de águas cristalinas, uma única e até um Patrimônio da Humanidade no coração de sua capital.

Conhecendo Zanzibar

Zanzibar é um arquipélago banhado pelo Oceano Índico com duas ilhas principais: Unguja, onde fica a capital Zanzibar City (e, por isso, também chamada de Zanzibar Island), e a vizinha Pemba. Nas décadas anteriores à independência, a área foi uma colônia britânica, que era governada de forma separada à vizinha Tanganica.

Em 1964, poucos anos após os dois territórios obtiveram sua soberania frente ao Reino Unido, os governos locais decidiram se unir em um país só, conservando relativa autonomia interna: nascia a República Unida da Tanzânia, cujo nome, como já deu para desconfiar, junta o “Tan” de Tanganica com o “Zan” de Zanzibar.

O lado de Tanganica compreende a parcela continental do país e, na prática, responde por 99% do território e 97% da população da Tanzânia. Zanzibar, por sua vez, compensa nos atrativos turísticos: mesmo com uma área diminuta e menos de 2 milhões de habitantes, o arquipélago recebe quase um terço das chegadas internacionais na Tanzânia.

Atrações naturais do arquipélago

Maioria das praias famosas de Zanzibar fica na sul, Unguja, onde também está a capital (Crispin Jones/Unsplash)
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As praias de Zanzibar costumam ser a primeira imagem que o turista curioso encontrará pesquisando mais sobre o arquipélago, e continuam a ser o principal chamariz para estrangeiros que buscam uma experiência paradisíaca banhada pelo azul do Oceano Índico sem ter que pagar o preço de outros destinos mais famosos, como as Maldivas.

Praias muito procuradas de Zanzibar incluem Nungwi, no extremo norte da ilha de Unguja. As águas cristalinas, de um azul turquesa profundo, combinadas ao pôr-do-sol memorável e a uma boa turística, tornam essa faixa do litoral aquela que provavelmente é a mais visitada da ilha principal, marcada também pelo grande número de bares, e uma vida noturna mais agitada.

Também no norte de Unguja, mas um pouco menos ruidosa, fica a praia de Kendwa, que guarda muitas das características naturais sem ser tão lotada. Por outro lado, quem busca esportes na água, como o kitesurfe, costuma preferir destinos como Paje, uma praia na costa leste da ilha. Já a melhor pedida para apreciar a vida marinha costuma ser o atol de Mnemba, no nordeste, muito procurado para a prática do snorkel.

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Ameaçado de extinção, colobo-vermelho-de-zanzibar é endêmico do arquipélago (Christophe Bonnaire/Unsplash)
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Outras opções incluem passeios para apreciar a biodiversidade única de Zanzibar. Um clássico, pela proximidade com Zanzibar City, é pegar um barco até Changuu (também conhecida como Prison Island), um dos poucos lugares do mundo – ao lado das ilhas Seychelles – onde é possível ver as ameaçadas tartarugas-gigantes-de-aldabra na natureza.

Para testemunhar uma espécie ainda mais rara, vale adentrar na floresta de Jozani, no coração de Unguja, único local onde vive o colobo-vermelho-de-zanzibar, uma espécie de macaco com menos de 3 mil indivíduos ainda vivos, símbolo da luta por preservação ambiental na Tanzânia.

História também tem lugar em Zanzibar

Mais além das belezas naturais, um dos passeios mais interessantes pela capital de Zanzibar ocorre pela chamada Cidade de Pedra, também conhecida pelo nome em inglês Stone Town ou pela expressão em suaíli Mji Mkongwe, que significa “cidade antiga”. Trata-se da parte histórica de Zanzibar City, considerada um Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde o ano 2000.

Com uma arquitetura preservada do século 19, a Cidade de Pedra é considerada o exemplar mais bem acabado da cultura suaíli, com influência dos diferentes povos que passavam pelo Oceano Índico para participar do comércio de especiarias e do tráfico de escravizados, incluindo diferentes nacionalidades europeias, indianos, persas e árabes.

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Entardecer na Stone Town de Zanzibar City, um Patrimônio da Humanidade (Jossuha Théophile/Unsplash)

As ruas labirínticas, os prédios desse período de efervescência econômica (com traços bem característicos, como portas ricamente entalhadas com desenhos) e a importância simbólica do local o tornaram um ponto de interesse para amantes da história da África e do domínio colonial. O peso da área como um hub do tráfico escravista tardio o tornou um ponto central na luta contra esse comércio brutal de seres humanos, e abolicionistas famosos como o missionário escocês David Livingstone atuaram em Zanzibar.

Até quem não se interessa por essa parte da história tem outro motivo para ficar curioso com a Stone Town: foi nessa parte da cidade que nasceu Freddie Mercury, em 1946. O futuro vocalista do Queen, registrado com o nome Farrokh Bulsara, era filho de imigrantes vindos do oeste da Índia, funcionários da burocracia colonial britânica, que ainda controlava os dois países.

Como chegar

A maneira mais fácil de chegar a Zanzibar é pegar um voo até o Internacional Abeid Amani Karume, que atende ao arquipélago. Diferentes companhias aéreas da Europa, do Oriente Médio e da África realizam o trajeto, geralmente com escalas pelo caminho, como paradas em Doha (Catar), Istambul (), Adis Abeba (Etiópia) ou Nairóbi (Quênia), dependendo da empresa.

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Para quem deseja conhecer também a parte continental da Tanzânia, um ferry faz o trajeto entre Dar es Salaam, a maior cidade da antiga Tanganica, e Zanzibar. A viagem dura entre duas e três horas, dependendo das condições de navegação, e os valores partem de US$ 35.

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