‘Zafari’ – Um dos filmes mais perturbadores de 2026

‘Zafari’ – Um dos filmes mais perturbadores de 2026

Criando uma atmosfera de confinamento a partir de uma distopia que mostra classes sociais em conflito, indo da sensação de ameaça ao silêncio desconcertante, em Zafari somos jogados até uma distopia sarcástica que apresenta um retrato impactante do comportamento humano quando o instinto de autopreservação está por um fio – ultrapassando qualquer linha de moral.

Dirigido pela cineasta venezuelana Mariana Rondón, que já havia nos brindado com o ótimo Pelo Malo (2013), o aposta na provocação de um que vai da ironia à acidez, expondo falhas morais aos montes e lançando críticas diretas a uma hipocrisia que se molda por meio de intrigantes personagens – e ainda evitando soluções previsíveis.

Cena de Zafari

Ana (Daniela Ramírez) e Edgar (Francisco Denis) vivem dias de apreensão em um condomínio de alto padrão, ao lado do filho. Tentando sobreviver a um presente conturbado – com Gangues de motoqueiros dominando as ruas, blackouts constantes e a escassez de recursos básicos – o casal mais se afasta do que se une para encontrar soluções.

Cena de Zafari
Cena de Zafari

Ela usa sua posição na associação de moradores para entrar em apartamentos em busca de e itens básicos; ele é um acomodado que nunca pensa no coletivo. A chegada de um hipopótamo ao zoológico da cidade – próximo ao prédio onde moram – faz o casal embarcar em uma estrada de conflitos.

Cena de Zafari
Cena de Zafari

Nesse liquidificador de elementos conflitantes que ruma a passos largos para um sufocante, vemos a situação se desenrolar por meio da perspectiva de Ana. Com o ambiente distópico impondo desafios, percebemos indivíduos presos a uma consciência egoísta, não sabendo entender como sobreviver – ou mesmo se adaptar.

Cena de Zafari
Cena de Zafari

A cada cena, com sensações variadas de sufocamento em um ambiente fechado e com movimentos sutis de câmeras para ampliar o caos vindo de fora daquele lugar, a obra se mostra valiosa ao espremer o suco de uma tensão paranoica, ao mesmo que apresenta diálogos afiados, repletos de críticas sociais.

Totalmente fora da caixa, com abordagens inesperadas, Zafari se arrisca ao propor o encontro com o constrangimento oriundo de alegorias do caos social, refletindo desigualdades e conduzindo o público a pensar a cada instante.

 

Fonte: CINEPOP

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