A Venezuela recebeu até este sábado (21) 1.557 solicitações de perdão sob a nova lei de anistia, informou o presidente da Assembleia Nacional do país, Jorge Rodríguez.
“No total, 1.557 (pedidos), que estão sendo atendidos imediatamente e, neste momento, centenas de liberações já estão ocorrendo”, disse Rodríguez durante um ato em Caracas.
A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), aprovou na quinta-feira (19) uma Lei de Anistia que, segundo organizações de direitos humanos, é restrita e não oferece alívio a centenas de presos políticos no país, incluindo militares.
Rodríguez afirmou que algumas solturas estão em tramitação nos centros de detenção Zona 7 e El Helicoide, na capital venezuelana, sem informar o número exato de pessoas beneficiadas com a medida.
A oposição venezuelana e grupos de direitos humanos denunciam há anos que o governo utiliza as prisões para reprimir a dissidência, acusação que as autoridades negam.
O governo da presidente interina Delcy Rodríguez começou a libertar gradualmente os detidos após a captura do líder Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, em meio a críticas de grupos de direitos humanos e famílias que afirmam haver um processo lento e sem transparência.
A organização não governamental venezuelana Foro Penal afirma que mais de 600 presos políticos permanecem encarcerados, uma contagem atualizada que inclui aqueles cujas famílias, por medo, não haviam informado a detenção anteriormente.
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