Trump tem presença midiática nunca vista na história dos EUA, diz professor

Trump tem presença midiática nunca vista na história dos EUA, diz professor

Durante participação no Live CNN, o professor de Relações Internacionais Marcus Vinicius de Freitas analisou, nesta terça-feira (20), o primeiro ano de desde que voltou à Casa Branca e afirmou que o americano possui uma presença midiática sem precedentes na história dos , transformando a presidência em um verdadeiro espetáculo diário.

Segundo o especialista, tem como característica marcante ser “autolaudatório”, sempre destacando suas próprias realizações. “Ele gosta muito de falar bem a respeito de si mesmo com relação particularmente à sua presidência”, observou Freitas.

Um aspecto relevante apontado pelo professor é a estratégia adotada por Trump para evitar se tornar um “pato manco” – expressão usada para presidentes que perdem influência política em seu último mandato. “Afinal, constitucionalmente ele é presidente só por mais este mandato. E, consequentemente, ele poderia muito rapidamente se transformar em um presidente sem poder”, explicou.

Uso intensivo de decretos presidenciais

Para manter sua relevância e poder, Trump não hesitou em utilizar decretos presidenciais para implementar sua agenda política. “O que nós vimos é que Trump não pensou duas vezes em utilizar a caneta como presidente, através de decretos, para atender a demanda do projeto MAGA (Make America Great Again), que ele encabeçou e transformar a presidência dos em um diário”, destacou o professor de Relações Internacionais.

O especialista ressaltou ainda que Trump mantém uma comunicação constante com a mídia e a imprensa, criando uma presença midiática inédita. “Diariamente você vê ele falando com a mídia, falando com a imprensa, ele tem aí uma presença midiática que nunca se viu na história dos Estados Unidos”, afirmou.

Impacto

Na avaliação do professor, essa postura de Trump tem gerado consequências negativas no cenário internacional. “Este imperialismo do presidente Trump começa a reverberar negativamente no mundo que busca agora um multilateralismo não por opção, mas por autodefesa”, analisou.

Freitas concluiu que a administração Trump tem sido marcada pelo uso constante de tarifas e ameaças como ferramentas de política externa. “Ele exerce o com algumas teologias, a questão de tarifas o inteiro, a constante ameaça e vai fazendo com que o declínio norte-americano de alguma forma também se acelere”, finalizou o especialista.

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