O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O anúncio foi feito por meio da rede social Truth Social, onde o republicano classificou o iraniano como “uma das pessoas mais perversas da história”.
Segundo Trump, a ação foi resultado de um trabalho conjunto entre os Estados Unidos e Israel. Ele afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento norte-americanos e que outros líderes iranianos também morreram na ofensiva.
O presidente declarou ainda que este seria o momento para o povo iraniano “retomar o próprio país”. De acordo com ele, integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e de forças de segurança estariam buscando imunidade. Trump acrescentou que os bombardeios continuarão ao longo da semana “ou pelo tempo que for necessário” para alcançar o que chamou de “paz em todo o Oriente Médio”.
Histórico controverso
Ali Khamenei estava no comando do Irã desde 1989, exercendo autoridade máxima sobre o governo, as Forças Armadas e o Judiciário. Era considerado o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio.
Nascido em 1939, na cidade de Mashhad, Khamenei teve formação religiosa em seminários da cidade de Qom, importante centro do clero xiita. Ainda jovem, aproximou-se do movimento liderado pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, principal opositor do xá Mohammad Reza Pahlavi.
Durante a Revolução Iraniana, participou da mobilização contra o regime monárquico. Após a instalação da República Islâmica, consolidou-se como aliado próximo de Khomeini e ganhou espaço no novo sistema político.
Em 1981, sobreviveu a um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado. No mesmo ano, foi eleito presidente do Irã, tornando-se o primeiro clérigo a ocupar o cargo. Permaneceu na função até 1989, quando foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para suceder Khomeini como líder supremo — nomeação que exigiu mudanças constitucionais.
Estrutura de poder
Ao longo de mais de três décadas, Khamenei estruturou um sistema que concentrava poder nas principais instituições do Estado, com destaque para a Guarda Revolucionária Islâmica, força militar paralela com ampla influência política e econômica.
Sua liderança foi marcada por forte conservadorismo religioso, oposição aos Estados Unidos e repressão a protestos internos. Em 2022, manifestações em todo o país ganharam repercussão internacional após a morte de Mahsa Amini sob custódia da chamada polícia moral. Os atos, liderados principalmente por mulheres, resultaram em centenas de mortes, segundo organizações de direitos humanos.
Na política externa, o Irã fortaleceu alianças com grupos como o Hezbollah, o Hamas e os rebeldes houthis do Iêmen, formando o chamado “Eixo da Resistência”. Essas parcerias ampliaram as tensões com Israel e potências ocidentais.
Em outubro de 2023, um ataque do Hamas contra Israel desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. Nos meses seguintes, Israel intensificou ações contra lideranças do Hezbollah, incluindo a morte de Hassan Nasrallah, aliado histórico de Khamenei.
Ataques e retaliações
Na manhã deste sábado, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra alvos no Irã. Explosões foram registradas na capital Teerã e em outras cidades.
Em resposta, o governo iraniano disparou mísseis contra Israel e atacou bases militares americanas no Oriente Médio, elevando o risco de ampliação do conflito na região.
*Fonte: Correio Braziliense
Fonte: O Imparcial




