Se a música independente brasileira recente pudesse ser resumida em uma imagem, seria a de um pássaro voando para longe, mas sem nunca esquecer o ninho. Para a jonabug, esse voo começou no interior de São Paulo em 2021 e, após três anos de uma “fuga” criativa e emocional, o pouso está marcado para o palco do Lollapalooza Brasil.
O TMDQA! conversou com Marilia, Dennis, Samuel e Thales sobre como é trocar o sonho de “furar a bolha” da capital pela realidade de dividir o line-up com gigantes como Lorde, Tyler, The Creator e Turnstile.
Mais do que uma ascensão meteórica, o papo revelou uma banda que ainda guarda a poeira da estrada sob as unhas, mas que está pronta para processar a ansiedade através do som. Bora descobrir mais sobre o grupo?
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Do Interior ao Lolla: o voo da fuga
Para Marília, a música sempre foi um escape. Em três tigres tristes, as composições sobre sair de casa para conhecer o mundo era um presságio: “Eu sempre sonhava que estava voando e, quando pesquisava o significado, descobria que era por não me sentir livre”, revela a vocalista. Agora, o palco se tornou o espaço definitivo dessa liberdade.
A banda, que nasceu na incerteza da pandemia, via o cenário de São Paulo como algo distante. Hoje, estar no Autódromo de Interlagos é uma catarse coletiva:
“É libertador não só para quem ouve, mas para a gente, que está se expressando num palco tão grande com artistas que nunca sonhamos ver na nossa frente.”
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O Tigre e o Gatinho: O Equilíbrio do Caos
A sonoridade da jonabug é um exercício de contraste. O álbum de estreia brinca com a dualidade: a agressividade do noise rock e do grunge que esconde uma sensibilidade quase frágil; de acordo com o grupo, o público do festival verá as duas facetas.
Enquanto faixas pesadas prometem “jogar” a banda no público, momentos como “brown colored eyes” trazem a vulnerabilidade à tona.
“Eu quero sentir a leveza da música. Vamos transmitir essa transição entre o pesado e o leve.”
Sobre os detalhes experimentais do disco – como o icônico riff de guitarra com texturas orientais -, a banda confessa o frio na barriga de adaptar o som para o volume de um estádio: “Vai ser como amadurecer musicalmente em tempo real”.
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Conexões independentes e a curadoria do domingo
Dividir o dia com artistas que prezam pela estética visual, como Lorde, gera reflexões profundas. Para Marilia, a faixa “Mommy Issues” seria a ponte perfeita para a neozelandesa:
“Ela é mais complexa do que parece; não é sobre ter problemas com sua mãe, mas é sobre se sentir um problema para sua mãe.”
O grupo também celebra a presença de outros nomes da cena independente, como a banda Varanda. Para Samuel, o baterista, o Lollapalooza é um ponto de encontro de quem faz a mesma caminhada. “É como chegar sozinho num rolê e reconhecer seus amigos lá”. Ele cita o Turnstile como exemplo de banda que “virou a chave” através da experimentação, inspirando a jonabug a não se prender a rótulos.
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Mais Discos Que Amigos (literalmente)
Ao honrarmos o nome do nosso site, o veredito foi unânime: a estante de discos da Marília é o “santuário” da banda. Entre as referências de conforto que os moldaram, o grupo citou de Elliott Smith a Charlie Brown Jr., passando pela influência definitiva do Sonic Youth e do Smashing Pumpkins.
Como disseram em um momento de pura poesia: “Os amigos são os discos que fazemos no caminho”. Se depender do som que a jonabug está levando para o Lolla, eles farão muitos novos “amigos” na grade de Interlagos.
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jonabug no Lollapalooza Brasil
Assim como Royel Otis, Oruã, KATSEYE e muitos outros nomes, a jonabug compõe o line do maior festival do país! O Lollapalooza Brasil toma conta do Autódromo de Interlagos nos dias 20 a 22 de março, e você pode garantir seus ingressos no site da Ticketmaster Brasil!
Somos parceiros editoriais oficiais do evento, e com uma cobertura ampla, seja aqui em nosso site ou nas redes sociais, vocês não perdem um segundo da experiência do #LollaBR.
Nos vemos lá!
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