O caso da tentativa de feminicídio contra a enfermeira Sarah Julia Melo, de 29 anos, teve um novo desdobramento na manhã desta segunda-feira (23). Romulo Sousa Coimbra, ex-companheiro da vítima e principal suspeito do crime, apresentou-se espontaneamente às autoridades em São Luís. O depoimento está sendo colhido na Delegacia Especial da Mulher pela delegada Tainara Neves, que lidera as investigações.
Contra ele, já pesava um decreto de prisão preventiva expedido pela Justiça no último domingo, fundamentado nos indícios de que o ataque teria sido planejado mediante emboscada.
O crime ocorreu na noite de sexta-feira (20), no bairro Cidade Operária, e desde então o agressor era considerado foragido pelas forças de segurança. Segundo os relatos colhidos no inquérito, Sarah Julia foi esfaqueada após ser atraída pelo suspeito.
Logo após o ocorrido, a enfermeira tomou as providências legais cabíveis, incluindo o registro da ocorrência, a realização do exame de corpo de delito e o acolhimento na Casa da Mulher Brasileira, onde também foi formalizado o pedido de medida protetiva de urgência para garantir sua integridade física.
Andamento do inquérito e sigilo das investigações
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que o processo tramita sob sigilo rigoroso. Essa medida visa não apenas proteger a privacidade da vítima, mas também assegurar que os procedimentos investigativos ocorram sem interferências externas.
Com a apresentação espontânea de Romulo, a Polícia Civil espera concluir os protocolos de interrogatório e formalizar os passos seguintes do inquérito policial, que agora conta com a custódia direta do investigado.
Após o encerramento das formalidades na delegacia, o suspeito deverá ser encaminhado ao sistema prisional maranhense, conforme determinado pela ordem judicial prévia.
A polícia segue analisando as provas colhidas, incluindo depoimentos e laudos periciais, para consolidar a acusação de tentativa de feminicídio qualificado.
O caso continua gerando repercussão no estado, especialmente entre profissionais da saúde e grupos de defesa dos direitos das mulheres, que acompanham de perto a aplicação das sanções legais previstas na Lei Maria da Penha.
Fonte: O Imparcial




