A Suprema Corte dos Estados Unidos declarou ilegal, nesta sexta-feira (20), a política de tarifas globais implementada pelo presidente Donald Trump. O tribunal analisou as chamadas “taxas recíprocas”, instituídas em abril de 2025, e concluiu, por maioria de votos, que o Executivo violou leis federais ao impor sobretaxas abrangentes de forma unilateral. A ação judicial foi movida por um consórcio de empresas prejudicadas e por 12 estados norte-americanos.
De acordo com o entendimento da Justiça, Trump excedeu sua autoridade ao ignorar os trâmites legais para a imposição de barreiras comerciais dessa magnitude. Para os seis magistrados que votaram contra o governo, a medida feriu a regulamentação federal que rege o comércio exterior.
A decisão representa uma derrota significativa para a agenda protecionista do republicano, que justificava as taxas como uma ferramenta de equilíbrio comercial.
Impacto direto na economia brasileira
A derrubada do “tarifaço” tem consequências imediatas para o Brasil, que era um dos alvos centrais da política comercial de Trump. Em abril do ano passado, os produtos brasileiros sofreram uma sobretaxa inicial de 10% nas importações pelos Estados Unidos.
Meses depois, a pressão aumentou com um novo anúncio que elevou a tarifa total para 50%, embora o governo americano tenha mantido uma lista de exceções para determinados setores.
Com a decisão da Suprema Corte, espera-se que as exportações brasileiras para o mercado americano retornem aos patamares tarifários anteriores à crise.
A medida é vista por especialistas como um fator de estabilidade para as relações comerciais entre os dois países, neutralizando o endurecimento do discurso comercial norte-americano que marcou o último ano e favorecendo setores produtivos que dependem do fluxo de exportação para os EUA.
Fonte: O Imparcial




