Camisa 10 do Flamengo, o meia Arrascaeta foi às redes sociais, nesta quinta-feira (29), para rebater a análise do especialista em arbitragem Paulo Caravina sobre o lance polêmico da partida contra o São Paulo, disputada nessa quarta-feira (28).
O jogo entre o Rubro-negro e o Tricolor, válido pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com vitória paulista por 2 a 1. Entretanto, a partida foi marcada por um lance polêmico de um possível pênalti em Giorgian de Arrascaeta, já no final da partida disputada no Morumbis, em São Paulo.
No lance, o uruguaio aproveita um rebote do goleiro Rafael e finaliza. Contudo, ele perde o gol e cai, reclamando de um toque de Alan Franco, jogador do Tricolor. No campo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio mandou o jogo seguir, sem a marcação da penalidade.
Nas redes sociais, o analista de arbitragem Paulo Caravina avaliou o lance como acidental e afirmou que “o árbitro foi muito bem e não marcar o pênalti”.
Em resposta, Arrascaeta reagiu à publicação de Paulo e expressou descontentamento.
“Paulo, analisa o chute e me diz se não atrapalhou a maneira de finalizar. Até a força na bola é diferente. Não entendo como não vai atrapalhar, faz a prova e toma um toque no pé na hora de bater na bola”, disparou o jogador flamenguista.
Paulo Caravina respondeu ao questionamento do jogador e afirmou que, apesar de acontecer o contato, o lance é normal e permitido no futebol.
“Fala, ídolo! Atrapalhar vai, mas o desestabilizar no futebol, perante a regra é permitido, desde que não impeça. Concordo que ele te atrapalha, o que não posso dizer é que ele impede você de finalizar. E esse fato me diz que não há pênalti”, declarou.
Análise do VAR
Enquanto os jogadores do Flamengo interpelavam Wilton, o VAR analisava frame a frame a jogada.
“Eles falam que ele foi calçado antes. Pra mim, primeiro ele chuta, depois tem o contato, ação de jogo”, argumentou o dono do apito de acordo com a sua visão do jogo.
“Ele tinha a prioridade do chute”, iniciou Rodrigo D’Alonso Ferreira.
“O jogador do São Paulo vem, não muda a sua corrida”, continuou o assistente de vídeo.
“Essa carga, esse contato, não foi suficiente para mim”, seguiu Wilton.
“Na hora que o Arrascaeta vai chutar, ele coloca a perna para trás, o jogador do São Paulo não muda a passada em nenhum momento, e ele finaliza”, afirma o VAR.
“Pode seguir, segue a decisão de campo, ele não muda a passada. O Arrascaeta quando vai fazer o chute, põe a perna para trás e bate a perna no São Paulo e mesmo assim conclui a jogada”, concluiu Rodrigo D’Alonso Ferreira.
“O jogador não impacta no chute de Arrascaeta”, comunicou Wilton aos jogadores no campo.




