Apesar de ter feito sua estreia na adaptação de 2017 de ‘Adoráveis Mulheres‘, Maya Hawke alcançou estrelato mundial ao interpretar Robin Buckley na popular e premiada série de ficção científica e terror ‘Stranger Things’. Imediatamente conquistando os assinantes e a crítica, Hawke encontrou espaço para se tornar uma das celebridades mais conhecidas da atualidade – além de manter o sólido legado artístico dos pais, Uma Thurman e Ethan Hawke, vivo. Integrando o elenco de produções como ‘Rua do Medo’, ‘Asteroid City’ e ‘Justiceiras’, a atriz vem se sagrando uma das mais versáteis de sua geração.
Mas não apenas no cinema e no streaming Hawke encontrou sucesso: em 2020, pouco depois de ter debutado no original Netflix, ela deu início a uma carreira musical que se recusou a seguir as tendências do mainstream e apostou em uma identidade mais introspectiva e pautada no folk-rock, que tomou forma com o compilado ‘Blush’. Não demorou muito até que a performer esquadrinhasse ramificações diversas das peculiaridades que fomentou para se fixar no cenário musical – e, com isso, ela traçou um percurso de contínua maturidade que passou por ‘MOSS’ e por ‘Chaos Angel’. Agora, ela está pronta para embarcar em sua próxima era com o recém-anunciado ‘MAITREYA CORSO’.
Com lançamento agendado para 1º de maio, o compilado de originais estreará sob o selo Mom + Pop e contará com treze faixas inéditas – e a primeira delas já está entre nós, oferecendo um vislumbre diferente da imagem que Hawke vinha nos presenteando nestes últimos anos. E, considerando que um dos principais trabalhos de sua carreira chegou ao fim há alguns meses, nada mais justo que ela abrisse espaço para um novo capítulo e um novo mote artístico: a defesa da integridade e do processo criativo. Nesse quesito, o lead single “Devil You Know” insurge como uma síntese da jornada que em breve conheceremos.
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Aliando-se a Christian Lee Hutson e Benjamin Lazar Davis, a faixa é um encontro entre diversos artistas que sempre se mostraram dispostos a “remar contra a maré”: seja com os filtros vocais que robotizam o refrão, seja com uma melódica verborragia que se estende por pouco mais de três minutos, Hawke demonstra apreço pelas conhecidas incursões de Fiona Apple, em especial com a magnum opus ‘Fetch the Bolt Cutters’, explorando altos e baixos que, a princípio, se espalham profusamente. Porém, à medida que compreendemos as mensagens que os irruptivos versos escondem, tudo fica mais claro.
Hutson e Davis também ficam responsáveis pela produção, ao lado de Jonathan Low, optando por cercear os principais aspectos do indie-pop, do bedroom-folk e do synth-pop – mas sem esbarrar em explosões sem sentido e estruturas convencionais. Pelo contrário, a ideia é construir uma espécie de semi-balada que, acompanhando as pulsões da psique humana e da melancolia individualista, segue um fluxo de consciência que clama pela materialização do sentido (neste caso, fugindo de um abstracionismo e tentando encontrar controle em meio ao caos). A ideia não é apenas tecer análises sobre a predação inescapável que mina a expressividade artística, mas a necessidade de se lidar com “o diabo que conhecemos” a fim de encontrar uma solução e fugir daquilo que é problemático.
‘MAITREYA CORSO’ tem lançamento marcado para o dia 1º de maio.
Fonte: CINEPOP




