Senador propõe CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Master

Senador propõe CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou a apresentação de um requerimento para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), no Federal, com o objetivo de investigar a conduta de ministros do STF () no caso envolvendo o .

Segundo o parlamentar, a proposta busca apurar possíveis “relações pessoais, financeiras ou de outra ordem” entre os ministros Dias Toffoli e e o banqueiro Daniel Vorcaro. O requerimento também prevê a de “possíveis reflexos dessas relações sobre a conduta funcional dos referidos magistrados”.

Em postagem no X (antigo ), Vieira, que atualmente é relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que o objetivo é garantir que todos estejam sujeitos às mesmas regras e reforçar princípios como independência e imparcialidade do Poder . “Sem condenações prévias e com responsabilidade é preciso garantir que todos estão sujeitos à mesma lei”, escreveu o senador.

Para que a CPI seja instalada, o requerimento precisa reunir ao menos um terço das assinaturas dos senadoreso equivalente a 27 parlamentares. Após essa etapa, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União AP), avaliar os trâmites para a eventual criação da comissão. 

Moraes nega troca de mensagens com Vorcaro

Em nota divulgada por meio da assessoria do Supremo, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirmou que análise técnica realizada em dados telemáticos do empresário Daniel Vorcaro não identificou mensagens direcionadas ao magistrado.

Segundo o comunicado, “as mensagens de visualização única enviadas por ele [Vorcaro] no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

A nota acrescenta ainda que “os prints dessas mensagens enviados por Vorcaro estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

Toffoli também se pronuncia 

Já o gabinete do ministro Dias Toffoli divulgou um histórico das decisões tomadas em processos relacionados à “Compliance Zero”. Na nota, o magistrado afirma que foi designado relator por sorteio no Supremo e que autorizou diligências solicitadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações.

O texto também registra que, ao longo da condução do caso, “deferi todas as medidas requeridas pela e pela Procuradoria-Geral da República” e que “as investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos”.



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