O som do forró e do piseiro vai ecoar entre o mar e a tradição em São José de Ribamar nos dias 21 e 22 de fevereiro, quando o município realiza a 80ª edição do Lava-Pratos — festa que marca o encerramento simbólico do período carnavalesco e movimenta moradores e visitantes em um dos destinos balneários mais procurados da região metropolitana de São Luís. Com entrada gratuita e programação diversificada na Praça Therezinha Jansen, o evento aposta em grandes atrações nacionais e na valorização da cultura local para atrair público e fortalecer o turismo.
Neste ano, a programação musical reúne nomes de destaque do cenário nordestino. A cantora Márcia Fellipe abre a sequência de shows principais no dia 21, levando ao palco sucessos que transitam entre o forró eletrônico e o repertório festivo que domina as playlists populares. Já no dia 22, a expectativa é de grande público com a apresentação de Zé Vaqueiro, um dos principais representantes do piseiro atual, além da banda Chicabana, conhecida pela energia carnavalesca e forte interação com o público.
Mais do que entretenimento, o Lava-Pratos é considerado um símbolo da identidade cultural ribamarense. A tradição, que atravessa oito décadas, mantém viva a celebração coletiva após o Carnaval e se consolidou como um dos eventos mais aguardados do calendário local. Segundo a Prefeitura, a proposta é unir música, gastronomia e lazer em um ambiente seguro, organizado e preparado para receber famílias e turistas.


A festa também destaca artistas regionais e manifestações populares, ampliando a diversidade cultural da programação. No dia 21, sobem ao palco DJs, Banda As Rupinéias, Rayanne Passos e Banda Energia. Já no dia 22, o público poderá conferir Radiola, Turma do Bodão, Banda Alta Tensão e Bicho Terra, reforçando o protagonismo da produção artística local.


Além dos shows, o espaço contará com praça de alimentação com comidas típicas e estandes de artesanato, estratégia que busca impulsionar a economia criativa e gerar renda para produtores e comerciantes do município. A expectativa é que o evento fortaleça ainda mais a imagem de São José de Ribamar como destino turístico que combina tradição religiosa, cultura popular e paisagens litorâneas.
Com infraestrutura ampliada e reforço nas medidas de segurança e conforto, a organização aposta em uma edição histórica para celebrar os 80 anos do Lava-Pratos e consolidar o evento como vitrine cultural e turística da cidade balneária.
Tradição em Ribamar
Segundo apontam historiadores e pesquisadores, o início de tudo foi no Carnaval da Vitória, em 1946 (em alusão ao fim da 2ª Guerra Mundial, em agosto de 1945), quando a agremiação ribamarense Batuqueiro Naval foi até à sede da Turma do Quinto, Turma de Mangueira e Águia do Samba, na terça-feira de carnaval, e de lá, as quatro desfilaram na Rua Grande.
As escolas resolveram então retribuir a gentileza e começaram a peregrinação a São José de Ribamar, em função de terem se sagrado campeãs no carnaval da capital maranhense, fazendo a visita no final de semana seguinte ao término do período oficial da festa momesca, iniciando assim a tradição.


Outra corrente popular diz que a festa leva esse nome porque os garçons que trabalhavam durante o carnaval resolveram fazer o seu próprio carnaval após o feriado oficial, já que não podiam se divertir junto com os demais foliões.
“Acho que essa versão de que teriam sido garçons os iniciadores da brincadeira é de quem pensa que aconteceu por aqui a mesma coisa que ocorreu com o bloco O Bacalhau do Batata, de Olinda, Pernambuco, quando um garçom, ocupado nos três dias de carnaval, botou nas ruas daquela cidade sua brincadeira numa quarta-feira de cinzas”, comentou em publicação, o escritor e cidadão ribamarense Herbert Santos.


Fonte: O Imparcial




