Terminou sem consenso a audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (3) na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16). Com o impasse entre rodoviários, empresas e o poder público, a greve do transporte coletivo na Grande São Luís segue para o seu quinto dia consecutivo, afetando cerca de 700 mil passageiros.
O centro do debate gira em torno de duas frentes: o reajuste salarial e o repasse de subsídios governamentais. A categoria pede 12% de reajuste. O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) ofereceu 4%. O Sindicato dos Rodoviários levará o valor para votação em assembleia nesta tarde, mas adiantou que o aceite depende da aprovação da base.
Até o momento, nenhuma proposta de reajuste foi apresentada para as linhas que circulam exclusivamente em São Luís. As empresas alegam que o funcionamento do sistema depende de repasses financeiros da Prefeitura e do Governo do Estado. No entanto, houve um entrave burocrático. O SET apresentou uma planilha detalhando os custos de operação.
O Governo do Estado recebeu o documento e mantém o diálogo. A Prefeitura de São Luís contestou a entrega, afirmando que o documento foi enviado à secretaria errada (Governo, em vez de Trânsito e Transportes).
A gestão municipal tem até as 16h desta terça-feira para analisar a planilha. Uma nova reunião está marcada no TRT-16 para tentar um acordo definitivo.
Apesar de uma decisão judicial determinar que 80% da frota deveria estar circulando, o serviço segue paralisado, prejudicando o deslocamento em toda a região metropolitana.
MPMA
O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor de São Luís, enviou nesta segunda-feira (2) um ofício ao prefeito Eduardo Braide solicitando que o Município se manifeste, no prazo de cinco dias corridos, sobre o interesse em celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O objetivo é recompor a regularidade, a continuidade e a adequação do serviço de transporte coletivo urbano na capital.
A manifestação foi assinada pela promotora de justiça Alineide Martins Rabelo Costa, titular da 1ª Promotoria do Consumidor.
Fonte: O Imparcial




