Roberto Rocha rompe o silêncio e faz denúncia

Roberto Rocha rompe o silêncio e faz denúncia

Após um período de luto e silêncio político, Roberto Rocha (PSDB) ressurgiu no cenário público com a artilharia pesada. Em uma conversa franca com o político Felipe Klamt, no Programa Palpite, da Rádio de O Imparcial, o ex-senador não apenas revisitou sua trajetória, mas desenhou um diagnóstico sombrio sobre a atual gestão do estado e a relação entre os poderes em Brasília. Rocha, que herdou o DNA político do pai, Luiz Rocha, parece pronto para reivindicar seu espaço no tabuleiro de 2026.

Maranhão a “Lavanderia” das Emendas
A declaração mais explosiva da entrevista diz respeito ao uso das emendas de relator e o fluxo financeiro nos maranhenses. Rocha elevou o tom ao descrever o estado como um entreposto de público.

“O Maranhão se transformou hoje na maior lavanderia do . Estão mandando recursos de emendas para municípios minúsculos para que o dinheiro retorne ‘limpo’ aos seus . Estão roubando até o ‘M’ de moralidade”, ressaltou Roberto Rocha, o ex-senador, sobre o uso de emendas parlamentares no estado.

Segundo Rocha, o esquema é sofisticado: parlamentares de outros estados destinam emendas para minúsculas do interior do Maranhão, muitas vezes para serviços de saúde inexistentes ou obras superfaturadas, para que o recurso retorne “limpo” aos seus destinos de origem. Ele classificou a atual classe política maranhense como a “pior da história”, acusando-a de ser cúmplice desse sistema que drena os cofres públicos enquanto o estado permanece no topo dos índices de pobreza.

O divórcio do “Dinismo” e o embate institucional
A ruptura com o projeto vitorioso de 2014 foi abordada por Roberto Rocha com uma distinção clara entre aliança programática e submissão política. O ex-senador refuta categoricamente a tese de que teria abandonado a base governista por vontade própria, classificando o episódio como um expurgo motivado por sua independência.

“Fui Retirado”
 Ao analisar o fim da parceria com , Rocha utiliza uma metáfora matrimonial para explicar o conflito de interesses. “Muitos perguntam por que rompi com o projeto que ajudei a criar. A resposta é simples: eu ajudei a eleger um governador, não um monarca. A aliança deveria ser um casamento pelo Maranhão, mas o projeto de poder pessoal dele atropelou as necessidades do estado”, disparou.

Segundo ele, a postura do ex-aliado — agora no STF — reflete um padrão de comportamento que hoje ameaça o equilíbrio entre os poderes em Brasília. Rocha não poupou críticas à atual composição da Suprema Corte, citando nominalmente Alexandre de Moraes.

“Política da Asfixia”
Para o ex-senador, o cenário nacional é de “anormalidade democrática”. “O que Flávio Dino instaurou no Maranhão e agora replica no é a política da asfixia. Eles não toleram o pensamento divergente. Enquanto isso, o Senado, que deveria ser o freio de arrumação da República, hoje está de cócoras, acovardado. Vivemos uma democracia de fachada, onde o direito de oposição virou crime de opinião”, completou.

2026 no Horizonte: O Fantasma de 2006 e a Estratégia das Quatro Vias
Para o futuro, Roberto Rocha faz uma previsão baseada na história local. Ele acredita que o atual grupo governista comete o mesmo erro de soberba que levou à queda da oligarquia Sarney em 2006, quando Jackson Lago venceu contra todas as previsões. Para repetir o feito, Rocha aposta na fragmentação do poder e desenha um tabuleiro estratégico: para ele, o cenário ideal conta com as candidaturas de Orleans Brandão, Felipe Camarão, Eduardo Braide e Lahesio Bonfim.

“Com essas quatro candidaturas postas, minhas chances de eleição são enormes”, vaticinou o ex-senador. A lógica de Rocha é matemática: em um cenário pulverizado entre nomes do governo e expoentes da direita, ele se posiciona como a única via de centro-direita capaz de aglutinar forças em um eventual segundo turno. “Eu transito nesse centro equilibrado, com capacidade técnica e política, enquanto os outros se desgastam em embates ideológicos ou disputas de grupo”, explicou.

Para ele, a eleição de 2026 não será decidida pelo marketing, mas pela realidade das ruas. “O Maranhão está saturado de propaganda. Você vai ao Distrito Industrial de São Luís e parece que está entrando em um cemitério”, ironizou. Sem confirmar em qual cargo pretende concorrer, mas deixando a porta aberta para o Governo ou o Senado, Rocha finalizou a entrevista deixando claro que o ex-senador ainda tem muito combustível para queimar e que a oposição, se unida, tem chances reais de vitória.

“O Maranhão é rico, mas a pobreza de espírito público da nossa classe política é o que nos atrasa. Se você quiser ver a realidade do nosso futuro industrial, não olhe para a propaganda do governo; vá ao Distrito Industrial de São Luís. Aquilo virou um cemitério.”
— Roberto Rocha, ao analisar o cenário econômico e a gestão estadual. 

A entrevista completa você pode acompanhar no canal do Youtube O Imparcial, ou no link: 

Fonte: O Imparcial

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