O Marrocos mobilizou mais de 50 mil pessoas, quase metade da população da cidade de Ksar el-Kebir, no noroeste do país, devido às inundações provocadas por semanas de fortes chuvas que ameaçam alagar a região, informou a mídia estatal nesta segunda-feira (2).
“A cidade se tornou uma cidade fantasma”, disse o morador Hicham Ajttou à agência de notícias Reuters por telefone. “Todos os mercados e lojas estão fechados e a maioria dos moradores saiu por vontade própria ou foi retirada.”
As autoridades montaram abrigos e acampamentos temporários e proibiram a entrada em Ksar el-Kebir, à medida que o nível da água no rio Loukkos subia e se espalhava por vários bairros.
Apenas as saídas da cidade foram permitidas, enquanto o fornecimento de energia elétrica foi cortado em algumas áreas e as escolas permaneceram fechadas até sábado (31).
As autoridades disseram que as inundações foram parcialmente provocadas pela água liberada da barragem de Oued Makhazine, que atingiu a capacidade máxima. A cidade de Ksar el-Kebir fica a cerca de 190 km ao norte da capital Rabat.
O morador Hicham Ajttou disse que se mudou com a família para a cidade de Tânger na semana passada e retornou a Ksar el-Kebir para trabalhar como voluntário nos esforços de ajuda humanitária.
“A questão que nos preocupa é o que acontecerá a seguir. A barragem está cheia e não sabemos quanto tempo essa situação vai durar”, disse ele.
O exército mobilizou unidades de resgate, caminhões, equipamentos e médicos para apoiar as operações de deslocamento e resgate, e ônibus retiraram pessoas da cidade.
A emissora estatal Al Oula mostrou um helicóptero resgatando quatro pessoas ilhadas pelas águas que subiam em Oued Ouargha, na província vizinha de Ouezzane.
Mais ao sul, a subida do nível do rio Sebou levou as autoridades a deslocarem vários moradores da aldeia de Sidi Kacem e a reforçarem as margens do rio com sacos de areia e barreiras.
As fortes chuvas colocaram fim a uma seca de sete anos que levou o Marrocos a investir fortemente em usinas de dessalinização.
A taxa de cheia das barragens nacionais está próxima de 62%, com vários reservatórios importantes atingindo a capacidade máxima, de acordo com dados oficiais.
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