quem trai e o que acontece com o dinheiro

quem trai e o que acontece com o dinheiro

“Somos os caras bons?”. A pergunta fica em Dinheiro Suspeito, novo thriller policial já disponível na , e não sai mais da cabeça até os créditos finais. Porque aqui nada é simples. Nada é limpo. E, principalmente, ninguém é exatamente o que parece.

A trama começa como muitos de polícia que a gente acha que já conhece. Uma equipe de narcóticos recebe uma denúncia anônima, invade uma casa comum e, no lugar de drogas, encontra algo ainda mais perigoso: mais de 20 milhões de dólares em dinheiro do cartel.

O dinheiro era mesmo do cartel, mas não como você imagina

No início, tudo aponta para o cartel como o grande vilão da história. Afinal, dinheiro escondido no sótão, casa usada como depósito, ameaças misteriosas, parece padrão. Só que o faz questão de subverter essa expectativa logo cedo. E aí vem a surpresa.

A dona da casa, Desi (Sasha Calle), não é criminosa profissional. Ela é apenas mais uma peça descartável no esquema. Recebeu dinheiro para guardar baldes cheios de notas no sótão da casa herdada da avó. Não sabia valores exatos, não conhecia líderes, só cumpria ordens.

Quando os ataques começam, todos presumem que o cartel quer o dinheiro de volta. Só que uma revelação muda completamente o jogo: o cartel não atirou em ninguém. Para eles, um policial morto já é prejuízo demais. Cinco seria suicídio financeiro. O dinheiro é deles, sim, mas a não.

E aí o filme muda de marcha. Se não foi o cartel, então quem está por trás disso tudo?

Dumars é o vilão? Ou o único que realmente pensou em tudo?

Desde o começo, o tenente Dumars (Matt Damon) parece estranho. Ele manda recolher , corta comunicação com a central, dá valores diferentes do dinheiro para cada policial. Para quem está assistindo, fica claro: tem algo errado ali. A dúvida é o quê.

O roteiro brinca com essa suspeita o tempo todo. Dumars perdeu o filho, o casamento ruiu, as dívidas se acumulam. Ele está emocionalmente instável, financeiramente pressionado. Cenário perfeito para uma traição, certo? E o filme quer que você acredite nisso.

Mas vale lembrar que, em bons thrillers, o personagem mais suspeito nem sempre é o culpado. E aqui está o pulo do gato. Dumars não está armando um golpe. Ele está armando uma armadilha.

O verdadeiro traidor surge quando ninguém espera

Cada decisão estranha fazia parte de uma estratégia maior: caçar o traidor dentro da própria equipe. Um jogo psicológico. Sujo, arriscado, quase cruel, mas extremamente eficaz. A pergunta é: funcionou?

E funciona. De um jeito doloroso, inclusive. O grande traidor é Mike Ro (Steven Yeun), o policial mais novo da equipe. Justamente aquele que parecia organizado, confiável, neutro. O clássico “bom moço” que passa despercebido.

Ro espalha informações usando um celular descartável. Faz ligações anônimas. Manipula dados que só ele ouviu. Cada pista leva direto até ele. Quando Dumars expõe tudo dentro do caminhão blindado, a tensão explode. Não sobra espaço para dúvida.

Mas o filme ainda guarda mais uma facada. Ro não agiu sozinho. Ele tinha um parceiro de peso: um agente da DEA. Juntos, eles arquitetaram não só o do dinheiro, mas também o assassinato da capitã Jackie, antes que ela pudesse usar o dinheiro como isca.

O dinheiro some, mas reaparece quando mais importa

Em meio a perseguições, tiroteios e revelações, surge mais uma reviravolta deliciosa: o dinheiro nunca esteve no caminhão. Enquanto todo mundo arriscava a vida atrás do , ele estava seguro, longe do alcance dos traidores.

Essa decisão muda tudo. Não é só um truque de roteiro. É uma afirmação moral. Pela primeira vez, o filme deixa claro quem são os “caras bons”. Dumars e Byrne (Ben Affleck) não estavam tentando enriquecer. Estavam tentando proteger o que sobrou de integridade dentro daquele sistema.

No final, o dinheiro chega intacto às autoridades federais. Cada centavo contado confere com o valor final. Nada faltando. Nada roubado. Um detalhe pequeno, mas poderoso, principalmente em histórias policiais onde corrupção costuma vencer.

E Desi? Ela recebe uma parte do dinheiro como recompensa pela cooperação. Não sai rica, mas sai viva. O que, nesse universo, já é muito.

Um final sobre culpa, luto e redenção

Quando a poeira baixa, o filme desacelera. E é aí que ele bate mais forte. Dumars revela o verdadeiro significado da tatuagem na mão: não é um lema policial, é um ao filho. A pergunta “somos os caras bons?” foi a última coisa que o menino disse antes de morrer.

Esse detalhe muda toda a leitura do personagem. Tudo o que ele fez, cada decisão dura, cada risco absurdo… vinha de um lugar de dor. De alguém tentando provar, para si mesmo, que ainda existe certo e errado.

A cena final, com o nascer do sol na , é melancólica e esperançosa ao mesmo tempo. Não apaga o trauma. Não resolve tudo. Mas sugere que, apesar de tudo, algumas pessoas ainda escolhem fazer o que é certo.

Dinheiro Suspeito está disponível na Netflix.

 

Fonte: CINEPOP

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