Projeto do HU-UFMA usa música como terapia e emociona jovem paciente

Projeto do HU-UFMA usa música como terapia e emociona jovem paciente
(Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – Durante os 12 dias de internação no Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA/Ebserh), o jovem Renato da Silva, de 17 anos, tinha um companheiro inseparável: o celular sempre por perto e a playlist pronta para tocar. Sentado na área de convivência ou deitado no leito, o repertório era sempre o mesmo — as músicas do cantor de arrocha , o “rei da sofrência”. “Se deixar, ele passa o dia inteiro ouvindo. É apaixonado pelas músicas do Pablo desde bem novinho”, conta a mãe, Leidiane Viana.

Esta não é a primeira vez que Renato precisa enfrentar a rotina hospitalar. Em 2024, ele passou seis meses internado no HU-UFMA por causa da neurofibromatose tipo 1, condição genética rara marcada pelo desenvolvimento de tumores benignos nos nervos. Também convive com a traqueomalácia, um colapso das vias aéreas que dificulta a respiração. Desta vez, a internação foi necessária para a retirada da prótese que ajudava a manter a passagem de ar.

Em meio a consultas, exames e procedimentos, a virou , um jeito de acalmar o coração e tornar os dias mais leves. Sensibilizadas com a paixão do jovem, as enfermeiras da Unidade do Sistema Cardiorrespiratório, Ana Valéria Ambrósio e Racquel Jacinto, organizaram, em parceria com a Unidade de Humanização, um momento especial. A ideia era simples, mas cheia de significado: levar a música até ele de um jeito diferente.

No dia 29 de janeiro, no hall de entrada da unidade, os voluntários Arlisson Alves — motoUber e cantor — e Antonio Diniz, tecladista, transformaram a manhã de pacientes e profissionais em um pequeno . Para Renato, foi mais do que isso: foi a de um dia inesquecível.

“Me senti muito feliz em saber que iria alegrar o dia dele. Também sou fã do Pablo. Foi uma grande responsabilidade poder representar esse artista”, conta, emocionado, Arlisson, conhecido como Pablo do .

De acordo com Luís Almeida, técnico de enfermagem da Unidade de Humanização, desde 2020 a música se tornou ferramenta de cuidado no hospital, por meio do projeto Visita Musicada (VIMUS). A iniciativa leva apresentações ao vivo — geralmente voz e violão, mas também saxofone, violino e até vitrola — respeitando sempre a preferência musical de cada paciente.

“A VIMUS valoriza o gosto do usuário. O repertório é escolhido por ele. Ao longo desses anos, vemos na prática como a música melhora a experiência de internação. Muitos pacientes relatam que isso transforma o ambiente hospitalar e torna a estadia mais leve”, explica.

Entre uma canção e outra, Renato não escondeu sua . Por alguns minutos, o hospital virou palco e a música fez o que sabe fazer de melhor: cuidar. Porque, às vezes, a cura também chega em forma de melodia.

Fonte: Jornal Pequeno

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