A eleição presidencial de domingo (18) em Portugal quase certamente exigirá um segundo turno pela primeira vez em 40 anos, em meio ao crescente fragmentação política, e a disputa por um lugar no segundo turno ainda está aberta, mostrou uma nova pesquisa de opinião.
O candidato de ultradireita, anti-establishment e líder do principal partido de oposição, Chega, André Ventura, estava ligeiramente à frente com 24% das intenções de voto, seguido de perto pelo socialista António José Seguro, com 23%, segundo a pesquisa realizada pelos pesquisadores da Universidade Católica e publicada pelo jornal Público na quarta-feira (14).
João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, está logo atrás, dentro da margem de erro de 2,2% da pesquisa. Outros dois candidatos, incluindo Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD, têm 14% cada.
Pesquisas menores realizadas nos últimos dias mostram margens igualmente apertadas entre os cinco principais concorrentes para um cargo que, embora em grande parte cerimonial, possui poderes para dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas.
Somente uma vez, na história pós-ditadura de Portugal, uma eleição presidencial foi para um segundo turno, o que destaca o impacto da crescente influência da ultradireita e o cansaço dos eleitores com os partidos tradicionais.
Apesar da liderança de Ventura, sua taxa de rejeição superior a 60% sugere que ele perderia um segundo turno contra qualquer um dos quatro principais rivais.

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