Se você ficou arrepiado com o primeiro trailer de A Odisseia, novo filme de Christopher Nolan, saiba que existe uma “preparação não oficial” acontecendo bem debaixo do nosso nariz. E ela atende pelo nome de Percy Jackson e os Olimpianos. Quem diria que uma série da Disney estaria, sem querer, aquecendo o público para um das histórias mais ambiciosas do cinema atual.
A coincidência de datas não poderia ser mais perfeita. Enquanto Nolan promete levar Homero ao IMAX com monstros, deuses e uma escala nunca vista, a segunda temporada de Percy Jackson mergulha exatamente nos mesmos mitos, perigos e dilemas. Não é só timing. É conexão pura. E vale muito a pena prestar atenção nisso.
Mitologia grega voltando a dominar o entretenimento
A mitologia grega nunca saiu de cena, mas agora ela voltou com força total. O trailer de A Odisseia deixa claro que Nolan não vai suavizar nada: ciclopes, espíritos dos mortos, deuses intervindo no destino humano. Tudo ali respira grandiosidade e respeito ao texto original.
Enquanto isso, Percy Jackson e os Olimpianos segue conquistando uma nova geração, e resgatando antigos fãs, com uma abordagem mais acessível, divertida e emocionalmente próxima. A série não simplifica demais os mitos, mas também não intimida. É quase como ouvir essas histórias pela primeira vez, sentado ao redor de uma fogueira e isso muda tudo para quem vai encarar Nolan depois.
O curioso é que muita gente ainda trata Percy Jackson como “conteúdo jovem”, sem perceber o quanto ele funciona como uma porta de entrada para entender a complexidade da mitologia grega.


A segunda temporada e o DNA direto da Odisseia
A nova temporada adapta O Mar de Monstros, segundo livro de Rick Riordan, e aqui a inspiração em Homero deixa de ser sutil. A jornada de Percy relembra a de Odisseu de forma quase espelhada: viagens perigosas, escolhas impossíveis, monstros lendários e a constante sensação de que os deuses estão jogando xadrez com a vida dos heróis. Coincidência? Nem um pouco.
Criaturas como Circe, as Sereias, Cila e Caríbdis não são apenas referências jogadas para agradar fãs. Elas fazem parte da espinha dorsal da história. Em um dos episódios mais comentados da temporada, Percy e seus amigos precisam decidir exatamente entre Cila e Caríbdis, a mesma escolha que eternizou Odisseu como um herói trágico.
E aí entra aquele detalhe delicioso para quem ama mitologia: o famoso truque do “Ninguém”, usado por Odisseu contra o ciclope Polifemo, também aparece na trajetória de Percy. Quando você percebe isso, dá aquele clique mental. É como se a série estivesse treinando seu olhar para reconhecer esses elementos antes de vê-los explodirem no cinema com Nolan. Coincidência de novo? Duvido.


Percy Jackson como alfabetização mitológica
Rick Riordan fez algo genial nos livros: transformou mitologia clássica em aventura, cheia de humor e emoção. A série da Disney+ continua esse legado, agora para um público ainda mais amplo. Crianças, adolescentes e adultos estão redescobrindo esses mitos juntos, cada um em um nível diferente de leitura. Isso é raro.
O efeito colateral, positivo, diga-se, é que Percy Jackson está alfabetizando culturalmente uma geração inteira. Termos, personagens e conflitos que antes pareciam “coisa de livro antigo” agora fazem parte da conversa. E quando A Odisseia chegar aos cinemas, muita gente não vai estar começando do zero. Vai reconhecer rostos, histórias, dilemas. Vai sentir o peso daquilo tudo.
E isso muda completamente a experiência no cinema. Não é só assistir. É compreender, antecipar, sofrer junto. Nolan ganha um público mais preparado. O público ganha uma experiência mais rica. Todo mundo sai ganhando.
Percy Jackson e os Olimpianos está disponível no Disney+.
Fonte: CINEPOP




