Pavana: Filme coreano da Netflix faz retrato cruel da indústria da beleza

Pavana: Filme coreano da Netflix faz retrato cruel da indústria da beleza

O sul-coreano reafirma sua maestria em transformar dores sociais em poesia visual com a chegada de Pavana no catálogo da .

Dirigido por Lee Jong-pil (Samjin Company English Class), o adapta o célebre de Park Min-gyu, entregando uma narrativa que foge do “glamour” dos tradicionais para explorar as cicatrizes de quem vive à margem dos padrões de beleza.

Do que se trata o filme

A trama se passa na Coreia do Sul dos anos 90, um período de efervescência econômica onde o e a aparência começavam a ditar o valor dos indivíduos. No da história estão “almas feridas” cujos caminhos se cruzam em uma luxuosa loja de departamentos – um símbolo irônico de perfeição.

Mi-jung é uma funcionária da loja que, apesar de sua competência, vive escondida nas sombras. Marcada por traumas de infância devido à sua aparência, ela se vê como “invisível” e evita qualquer contato visual, acreditando que o mundo não tem espaço para alguém como ela.

Gyeong-rok é um jovem que carrega o peso de uma família desestruturada. Ele começa a trabalhar na loja e, ao contrário do resto do mundo, não enxerga Mi-jung através das lentes do preconceito, mas sim através de uma conexão genuína e profunda.

Yo-han, um atendente de estacionamento de espírito livre e fã de clássico, atua como o elo entre os dois, oferecendo uma perspectiva cínica, porém acolhedora, sobre a vida.

O filme acompanha o florescer desse relacionamento improvável em um porão de shopping, servindo como uma metáfora sobre encontrar luz na escuridão. À medida que o romance avança, eles precisam enfrentar não apenas o julgamento da sociedade, mas seus próprios demônios internos.

A crítica ao “capitalismo da aparência”

O filme utiliza o cenário do shopping center como uma metáfora perfeita: um lugar de consumo onde as pessoas também são tratadas como mercadorias. A direção é perspicaz ao mostrar como a pressão estética na Coreia do Sul não é apenas vaidade, mas uma moeda de troca social que define empregos, relacionamentos e dignidade.

Melancolia e ritmo

Fazendo jus ao título – inspirado na peça erudita Pavane pour une infante défunte de Maurice Ravel – o longa possui um ritmo cadenciado, quase coreografado. Não espere reviravoltas frenéticas; a força aqui reside nos diálogos densos e nos silêncios carregados de significado.

Fidelidade literária

Baseado na obra de Park Min-gyu, um dos escritores mais inventivos da Coreia moderna, o filme consegue transpor a prosa lírica e às vezes surrealista do autor para uma linguagem visual poética, utilizando cores frias e uma que evoca a solidão urbana.

Pavana é um filme indispensável para quem busca profundidade psicológica e uma crítica social feroz disfarçada de romance. Prepare os lenços: Pavana não oferece soluções fáceis, mas oferece humanidade.

Pavana está disponível na Netflix.

 

Fonte: CINEPOP

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