Pare de murmurar. A murmuração não leva a nada. É pecado e produz a ira de Deus. Lembre-se do conselho de Paulo: “Não murmureis como alguns deles murmuram, e foram destruídos pelo exterminador” (1 Co 10.10). O apóstolo refere-se aos israelitas que tinham o mau hábito de murmurar sempre, especialmente na época do êxodo (Ex 15.24, 16.2, 17.3, Nm 14.2, 16,41). A murmuração quase sempre descamba numa reclamação contra Deus. Revela o baixo nível da espiritualidade do murmurador, sua falta de gratidão, sua falta de respeito, sua falta de sabedoria, sua falta de fé. A murmuração é própria para falar mal de Deus: “Ele não é o que diz ser, não faz o que promete fazer, não ama como diz que ama”. O desabafo diante de Deus é muito diferente. É uma exposição respeitosa na presença de Deus da tristeza interior, dos abalos emocionais, da confusão momentânea, dos acontecimentos desagradáveis, da pressão provocada poralgum incômodo, do aperto pelo qual se passa, de algum drama pessoal, de alguma tragédia vinda de surpresa, de algum sofrimento atroz, de alguma dor aparentemente insuportável, de alguma carência prolongada tanto do calor humano como de bens de sobrevivência. O que motiva o desabafo é a proximidade de Deus, a intimidade com Ele, a certeza de sua soberania, de sua grandeza, de seus acertos, de seus recursos de seu amor, de sua providência. No desabafo o homem não enfrenta Deus, não lhe diz desaforos, não briga com Ele, não reclama dele, não o coloca no banco de réus, não lhe cobra. O crente apenas expõe, põe para fora, derrama toda dor conhecida, sem rodeios, com franqueza, com transparência, na esperança de descansar em Deus, na esperança de ser aliviado, na esperança de ser reabastecido, na esperança de manter e robustecer sua fé. Assim posto, querido irmão(a), troque a murmuração pelo desabo.
Rev. Jeferson Lustosa
Fonte: Jornal Pequeno




