Ao longo de 16 dias da ‘Operação Tolerância Zero’, 84 pessoas foram presas por envolvimento em crimes praticados contra mulheres. O balanço foi divulgado em entrevista coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (6), na Delegacia-Geral, em São Luís.
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) apresentou o balanço da Operação Tolerância Zero, deflagrada com o objetivo de prender autores de crimes de violência contra a mulher em várias regiões do estado.
O balanço da operação resultou em 37 mandados de prisão, 47 prisões em flagrante, o que totalizou 84 agressores presos. Entre os crimes investigados estão tentativa de feminicídio, estupro, lesão corporal, descumprimento de medida protetiva e ameaça.
A operação foi realizada no âmbito da Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que ocorreu de forma simultânea em todos os estados da federação, com foco no enfrentamento à violência contra a mulher.
Participaram da coletiva o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Manoel Almeida Neto, o delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, e a coordenadora das Delegacias Especiais da Mulher do Maranhão, Kazumi Tanaka.
Diligências no Maranhão
Foram realizados no período de 19 de fevereiro e 6 de março, pela Polícia Civil mutirões de atendimento às mulheres, com o objetivo de ampliar o acolhimento às vítimas e intensificar a instauração, o andamento e a conclusão de procedimentos policiais. As equipes também reforçaram o cumprimento de mandados de prisão relacionados a crimes dessa natureza.
As ordens judiciais foram cumpridas em diversos municípios do Maranhão, abrangendo a capital e cidades do interior, além de ações realizadas em outros três estados da Federação: Pará, Paraíba e Santa Catarina, com apoio das respectivas Polícias Civis.
De acordo com o delegado-geral Manoel Almeida Neto mais de 100 policiais civis estiveram envolvidos na operação. “Os crimes praticados contra as mulheres não serão tolerados no estado do Maranhão. A Polícia Civil seguirá atuando com firmeza para investigar, identificar e prender todos aqueles que insistirem em cometer esse tipo de violência”, afirmou o delegado-geral.
A operação também contou com o apoio das equipes do Centro Tático Aéreo (CTA), do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).




