A ONU disse nesta sexta-feira (28) que o assassinato de dois palestinos na Cisjordânia ocupada pelas forças de segurança de Israel sugeria uma “execução sumária”, mortes sem julgamento prévio.
“Estamos chocados com o assassinato descarado de dois homens palestinos em Jenin, na Cisjordânia ocupada, na quinta-feira (27) pela polícia de fronteira israelense, em mais uma aparente execução sumária”, disse o porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Jeremy Laurence, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Antes de serem mortos, os dois homens haviam saído de um prédio e pareciam estar desarmados e se rendendo durante um ataque na região, segundo imagens de noticiários da TV palestina.
O Exército e a polícia israelenses emitiram um comunicado conjunto anunciando que já abriram uma investigação sobre o incidente.
Os dois homens eram afiliados a uma “rede terrorista na área de Jenin”, acrescentou o comunicado. Mas a declaração não especificou do que os dois homens eram acusados nem revelou qualquer evidência de uma suposta ligação com uma rede terrorista.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que recebeu um portfólio de segurança ampliado em 2022 que incluía a responsabilidade pela Polícia de Fronteira na Cisjordânia ocupada, emitiu uma declaração dando “apoio total” aos militares e à unidade policial envolvida no tiroteio.
“Os combatentes agiram exatamente como se esperava deles – terroristas devem morrer!”, escreveu Ben-Gvir no X.
O porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Jeremy Laurence, classificou o comentário como “abominável”.
Fonte: CNN Brasil




