Há 30 anos, um episódio icônico marcava a história do Circo Voador, casa de shows clássica no Rio de Janeiro: políticos foram escurraçados do local por diversos punks que curtiam shows do Ratos de Porão e Garotos Podres.
No dia 16 de novembro daquele ano, Luiz Paulo Conde (PFL) tinha acabado de ser eleito prefeito da cidade carioca. Para celebrar, o político levou sua comissão e aliados para o Circo, com carros de som e tudo. Acontece que, por lá, já rolavam os shows das bandas paulistas, com cerca de 800 pessoas assistindo.
Assim que Conde chegou à casa de shows e tentou dominar o local com sua festa, os jovens o vaiaram, xingaram de “filho da p*ta” e ainda arremessaram latas de cerveja. Menos de 10 minutos depois, o político e sua comissão foram embora.
O episódio resultou na cassação do alvará de funcionamento do Circo Voador, em uma decisão do então prefeito em atividade, Cesar Maia, aliado de Conde. Ao ser questionado sobre a cassação com argumentos de que aquele era um dos pontos mais tradicionais da cidade, Maia declarou (via Folha de S.Paulo):
Tradição de que? De bagunça? De desordem? De maconha? De cocaína?
Também à época, Maria Juçá, diretora do Circo, chamou o ato de “assassinato cultural”, e afirmou que iria lutar pela reabertura da casa.
A volta do Circo Voador
Por conta de toda essa confusão, a casa de shows ficou fechada durante oito anos e só teve liberação para voltar a funcionar em 2002. O Circo foi reconstruído nos dois anos seguintes e, em julho de 2004, finalmente voltou a funcionar e se mantém até hoje como um dos pontos mais icônicos do Rio de Janeiro.
Já o Ratos de Porão e o Garotos Podres também seguem em atividade.
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