Nostalgia em alta: relembrar o passado faz bem e contamina

Nostalgia em alta: relembrar o passado faz bem e contamina

De playlists a , neurologista explica que saudosismo melhora o humor, alivia a ansiedade e até influencia o corpo

Divulgação/NetflixNostalgia é um dos ingredientes de sucesso da Stranger Things

Lembrar do passado nunca esteve tão na moda. Aliás, podemos dizer que esse é um dos ingredientes de sucesso da série Stranger Things, exibida pela Netflix. Considerado o fenômeno da nostalgia no streaming, já que a história traz de volta os anos 80, o remete a costumes, moda e daquela época.

Dos remakes no cinema às playlists com sucessos dos anos 1980 e 2000, parece que todo mundo quer revisitar o que viveu (ou não) e isso não ocorre somente por saudosismo. A busca por referências afetivas tem uma explicação científica: lembrar de bons momentos estimula o cérebro de forma positiva, trazendo conforto emocional e até benefícios físicos.

“A nostalgia ativa áreas de recompensa do cérebro com resgate de memórias autobiográficas com sensação de pertencimento, estimulando zonas e memórias emocionais, muitas vezes com sensação de gratificação, conforto e prazer”, explica o Dr. Sergio Jordy, neurologista da Clínica Sinapse e da Rede D’Or. Em outras palavras, recordar o que marcou uma fase boa da vida é como oferecer um presente químico ao próprio cérebro.

Não é coincidência que a música seja uma das principais portas de entrada para esse universo nostálgico. Basta tocar aquela canção que embalou uma história especial para o corpo reagir instantaneamente. “Ocorre uma ativação muito importante de memórias e emoções vividas relacionadas à época, pessoas e à própria música, podendo gerar inclusive reações de arrepios, lágrimas, sorrisos, ativando diversas áreas do cérebro, inclusive áreas ligadas ao movimento, mesmo o paciente estando parado, com sensação de conforto e pertencimento, com liberação de neurotransmissores ligados à emoção, prazer e relaxamento”.

O que desperta mais nostalgia nas pessoas?

De acordo com estudos, os itens mais buscados hoje envolvem músicas, filmes, séries e brinquedos clássicos. Playlists com sucessos dos anos 1980, 1990 e 2000 são as mais procuradas no Spotify e no . Séries como “Friends”, “Chaves”, “Um Maluco no Pedaço” e “Gilmore Girls” continuam entre as mais assistidas nas plataformas de streaming. No mundo da moda, peças como calças cargo, jaquetas jeans oversized e tênis vintage voltaram às ruas com força total.

Além disso, há uma onda crescente de pessoas colecionando fitas VHS, discos de vinil e câmeras analógicas, em busca da sensação tátil e emocional que os objetos digitais não oferecem. Videogames retrô, como o Super Nintendo e o PlayStation 1 também vivem um renascimento entre e adultos que cresceram com eles.

Esse movimento reflete uma necessidade emocional coletiva: em meio a um mundo acelerado, tecnológico e imprevisível, revisitar o passado virou uma forma de resgatar o que é familiar e reconfortante. Em outras palavras, o passado virou um porto seguro e, ao que tudo indica, um poderoso remédio para o presente.

Quando a música faz seu papel: da dança à emoção

Pesquisas recentes confirmam que ouvir músicas associadas a lembranças pessoais ativa regiões cerebrais ligadas ao prazer e à memória, como o hipocampo e o córtex pré-frontal. Essa reação explica por que muitas pessoas se sentem instantaneamente mais calmas e felizes ao ouvir sucessos antigos, o cérebro, ao reconhecer algo previsível e familiar, experimenta uma sensação de . Estudos apontam que essa previsibilidade é reconfortante justamente porque o cérebro “sabe como a história termina”, reduzindo a ansiedade.

Aliás, isso explica o que acontece também quando somos crianças: quem nunca passou pela experiência de ver o filho assistir ao mesmo desenho ou diversas vezes? Saber como acaba nos conforta e acalma e isso parece ser instintivo da nossa parte, mas é, na verdade, um mecanismo de preservação.

É preciso lembrar que os benefícios não acontecem somente no campo emocional. “Esses estímulos produzem um efeito de bem-estar mental e prazer, que, por sua vez, traz efeitos fisiológicos, diminuindo a ansiedade, a frequência cardíaca e a pressão arterial, ativando também vias inibitórias que reduzem estímulos dolorosos”, detalha o médico.

Isso acontece porque, durante o processo, há liberação de neurotransmissores como dopamina, endorfina, serotonina e ocitocina, substâncias diretamente ligadas à sensação de prazer e relaxamento.

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Em busca de sentir emoção e, ao mesmo tempo, nostalgia, a coluna entrevistou o tenor brasileiro Felipe Menegat no saudoso centro de !

 

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.



Fonte: Jovem Pan

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