Em 2025, com Bap no comando, o time ganhou os títulos mais importantes que disputou e se firmou como o maior do continente em todos os aspectos. Bap então se sentiu mais forte ainda para impor seus métodos.
O futebol feminino foi entregue a seus próprios recursos: ou se paga, ou padece. O mesmo acontece com a canoagem e esportes para-olímpicos, duas outras vítimas desse tipo de gestão agressiva e centrada no que importa: o futebol masculino. Bap já avisou que em 2026 ninguém gasta mais do que o Flamengo em contratações.
Haverá quem diga: vai, Bap. É isso aí. É o que queremos de você. O modelo neoliberal de administração tem adeptos fervorosos e eu apostaria que estão em maioria, prontos para aplaudir o presidente que age de modo tão determinado e imponente.
Mas aí teríamos que nos perguntar: o que é um clube? Um clube é seu time masculino e as taças que é capaz de levantar em um ano? Ou um clube é uma instituição que faz circular afetos, cria pertencimento e constroi subjetividades?
Isaquias Queiroz tem cinco medalhas olímpicas na canoagem e foi dispensado pela gestão de Bap. É um heroi nacional. Todas as vezes que foi ao topo olímpico levou com ele um pouco do Flamengo. Quanto vale isso?
A equipe de remo para-olímpica era uma força. Custava bagatelas mensais e conferia imenso valor à natureza desse clube de regatas. Também acabou.
Fonte: UOL ESPORTES




