MPMA aciona Justiça por “obra fantasma” e exige devolução de R$ 341 mil em Buriticupu

MPMA aciona Justiça por “obra fantasma” e exige devolução de R$ 341 mil em Buriticupu

O do (MPMA) ajuizou uma Civil Pública visando o ressarcimento de R$ 341.586,10 aos cofres públicos de Buriticupu. A medida fundamenta-se na denúncia de pagamento por uma reforma na quadra poliesportiva da Unidade Integrada João Lisboa, no povoado Terceira Vicinal, que, segundo as investigações, nunca saiu do papel.

A 1ª Promotoria de de Buriticupu aponta como responsáveis pelo suposto esquema:

  • João Carlos Teixeira da Silva, prefeito municipal;
  • O chefe de gabinete e a ex-secretária de ;
  • Servidores municipais e a empresa JKF Construções e Serviços Ltda.

Irregularidades e vistorias

A revela que a efetuou o pagamento total no encerramento do exercício de 2024, sob a justificativa de que 31% dos serviços já haviam sido executados. Contudo, inspeções presenciais realizadas pelo Ministério Público entre maio e junho de 2025 desmentiram a versão oficial.

No local destinado à obra, os promotores encontraram apenas uma estrutura antiga, construída há mais de dez anos, e materiais metálicos abandonados. Não foram detectados sinais de terraplanagem, fundações ou qualquer intervenção recente que justificasse o repasse da verba.

documental e laudo técnico

De acordo com o promotor Felipe Augusto Rotondo, o caso evidencia uma “cadeia sucessiva de validações documentais” fraudulentas. Para viabilizar a saída do recurso, a gestão teria falsificado notas de empenho, boletins de medição e pareceres de controle interno.

Um laudo técnico da Coordenadoria de Obras e Engenharia do MPMA (COEA), finalizado em março de 2026, ratificou o cenário de superfaturamento integral, atestando que os serviços declarados nas notas fiscais são inexistentes.

Pedidos à Justiça

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público requer:

  1. Ressarcimento Integral: Devolução do montante atualizado ao erário.
  2. Sanções Políticas: Perda da função pública e suspensão dos direitos políticos dos envolvidos.
  3. Penalidades Civis: Pagamento de e proibição da empresa contratada de licitar com o poder público.

Fonte: O Imparcial

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