Ministério Público abre duas investigações contra prefeito Pedro Lemos em Presidente Juscelino –

Ministério Público abre duas investigações contra prefeito Pedro Lemos em Presidente Juscelino –

O do instaurou dois Inquéritos Civis para investigar a regularidade de contratos firmados pelo Município de Juscelino, sob a gestão Pedro Lemos, do PL, para aquisição de liquefeito de petróleo (GLP) e água mineral. Somados, os contratos alcançam o valor de R$ 87.000,00.

As investigações são conduzidas pela promotora de Érica Ellen Beckman da Silva, responsável pela Promotoria de Justiça com atribuição na região.

Os contratos investigados decorrem do Pregão Presencial nº 016/2021-SRP e foram celebrados com a empresa JR Barbosa da Silva – ME.

– Contrato nº 102/2021 – R$ 58.500,00 (Secretaria de )

O primeiro Inquérito Civil apura a regularidade do Contrato Administrativo nº 102/2021, firmado pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 58.500,00.

A investigação teve início após representação apontando possíveis irregularidades, entre elas:

– Aquisição de quantidades supostamente excessivas de botijões de gás e garrafões de água mineral;

– Ausência de justificativa técnica para adoção da modalidade de pregão presencial;

– Dúvidas quanto à efetiva entrega dos produtos contratados.

O Ministério Público também destacou a dificuldade na obtenção de documentos essenciais à apuração, especialmente diante da ausência de resposta do fiscal do contrato, Mauro Ricardo Silva Cardoso, que foi formalmente notificado em diversas oportunidades para apresentar esclarecimentos e documentação comprobatória.

 Contrato nº 100/2021 – R$ 28.500,00 (Secretaria de Administração)

O segundo Inquérito Civil envolve o Contrato Administrativo nº 100/2021, firmado pela Secretaria Municipal de Administração, no valor de R$ 28.500,00.

A apuração teve na Notícia de Fato nº 000179-003/2022, que apontou possível aquisição desproporcional à demanda da pasta, com registro de 250 botijões de gás (GLP); 1.000 garrafões de água mineral.

Além do questionamento sobre a quantidade adquirida, também foi levantada dúvida quanto à adequação da modalidade de pregão presencial utilizada no certame.
Segundo consta na portaria, o fiscal do contrato foi notificado por meio de diversos ofícios expedidos nos anos de 2022 e 2023, inclusive com à Procuradoria do Município, mas não apresentou o controle de fornecimento solicitado.

A ausência de documentação tem dificultado a verificação: Da efetiva entrega dos produtos; Da necessidade real das aquisições; Da economicidade da contratação; Da regular execução contratual.

– Novas diligências determinadas

Com a conversão das Notícias de Fato em Inquéritos Civis, o Ministério Público determinou:

– Nova notificação do fiscal do contrato para comparecer à Promotoria e prestar esclarecimentos formais;

– Apresentação obrigatória do controle de fornecimento, incluindo requisições, notas de entrega e recibos;

– Requisição, à empresa contratada, de cópias das notas fiscais e comprovantes de entrega;

– Consulta ao Portal da do Município de Presidente Juscelino;

– Levantamento de informações no sistema SACOP do Tribunal de Contas do Estado do (TCE-MA), incluindo empenhos, ordens de pagamento e relatórios de fiscalização.

– Possíveis consequências

Segundo o Ministério Público, os fatos investigados podem configurar violação aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência na Administração Pública.

Caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis poderão responder por ato de improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/1992, além de eventual ressarcimento ao erário e outras sanções cabíveis.

Os Inquéritos Civis terão prazo inicial de um ano para conclusão, podendo resultar na adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais. As investigações seguem em andamento.

Fonte: Portal do Maranhão

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