O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ,André Mendonça, novo relator do Caso Master, representa uma figura neutra que pode aproveitar a oportunidade para mostrar protagonismo na condução do processo, segundo avaliação da analista de Judiciário no JOTA, Flávia Maia, durante participação no WW desta quinta-feira (12).
Maia destacou que Mendonça ainda não está ligado a nenhum dos grupos políticos que existem dentro do STF, o que o coloca em posição diferenciada para conduzir o caso.
“Ele ainda é uma figura meio neutra e acho que é uma grande possibilidade de ele mostrar um protagonismo”, afirmou.
A analista ressaltou que, embora Mendonça já tenha relatado casos importantes, como processos relacionados ao INSS e acordos de leniência, ele ainda não teve um grande destaque no cenário jurídico nacional. O Caso Master pode representar essa oportunidade de afirmação no tribunal.
Preocupação com transparência
Flávia Maia também observou que o ministro tem demonstrado preocupação com sua imagem pública.
“Essa semana mesmo ele postou em rede social, antes de saber que seria o relator desse caso, dizendo que todos os lucros que ele tiver com a entidade educacional que ele participa serão doados”, comentou a analista, indicando que Mendonça parece estar atento à percepção de transparência.
A analista não vê, no momento atual, sinais de que Mendonça esteja articulando algum tipo de acordo político no caso, mas sim que ele deve seguir os trâmites normais de investigação.
“Eu acho que é uma grande oportunidade para ele mostrar para que veio no Supremo Tribunal Federal, inclusive para ser até, de repente, uma força diferente das demais que estão aqui dentro”, concluiu Flávia Maia, sugerindo que o ministro pode usar o caso para estabelecer uma posição própria no tribunal.
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