Um grupo de aproximadamente 15 empresários de São Luís está retido em Doha, no Catar, desde o último sábado, em decorrência da escalada da guerra no Oriente Médio. O grupo, que inclui familiares da comerciante Norma, proprietária de uma loja no bairro João Paulo, fazia uma conexão na capital catari quando o agravamento das hostilidades entre Irã, Estados Unidos e Israel forçou o fechamento de aeroportos e a suspensão de rotas aéreas internacionais. Entre os brasileiros impedidos de retornar estão os dois filhos de Norma, além de sobrinhos e irmãos, que realizavam a primeira viagem de negócios de 2026 para negociar mercadorias importadas.
A estadia, que deveria ser apenas uma escala técnica de dois dias, transformou-se em um período de incerteza e apreensão. Hospedados em um hotel no centro de Doha, os maranhenses mantêm contato com seus familiares no Brasil por meio de videochamadas, relatando o clima de tensão na região.
Imagens capturadas por residentes locais e compartilhadas com as famílias mostram o céu iluminado por explosões e destroços, evidenciando a gravidade dos bombardeios que paralisaram o tráfego aéreo. Em São Luís, a família acompanha os desdobramentos com ansiedade, aguardando uma brecha de segurança para o embarque de volta.
Até o momento, o governo do Catar está custeando as despesas de hospedagem e alimentação dos brasileiros afetados pela paralisação do aeroporto. A Embaixada do Brasil e o Ministério das Relações Exteriores informaram que estão monitorando a situação de perto e prestando a assistência consular necessária.
O Itamaraty reforçou que mantém comunicação constante com as comunidades brasileiras no Oriente Médio para orientar sobre os procedimentos de segurança e coordenar possíveis rotas de repatriação assim que as condições do espaço aéreo permitirem a retomada dos voos comerciais.
Fonte: Oinformante
Fonte: O Imparcial




