Maranhão registra primeiro transplante hepático intervivos entre adultos do Nordeste

Maranhão registra primeiro transplante hepático intervivos entre adultos do Nordeste

O do alcançou um marco inédito na área da ao viabilizar, no início deste ano, o primeiro transplante hepático intervivos entre adultos realizado no . A foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão e organizada pela Central Estadual de Transplantes do Maranhão (CET-MA).

O procedimento foi realizado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão e envolveu um paciente de 55 anos, diagnosticado com cirrose hepática avançada. Ele recebeu parte do fígado do próprio irmão, doador vivo e considerado apto após rigorosa avaliação médica. Ambos são moradores do município de Jatobá.

A evolução clínica foi considerada satisfatória tanto para o receptor quanto para o doador.

O transplante intervivos exige protocolos ainda mais criteriosos que os procedimentos com doador falecido. Segundo o governo estadual, a Central Estadual de Transplantes atuou em todas as etapas do processo, desde o credenciamento do serviço transplantador até o acompanhamento técnico, auditorias e verificação do cumprimento dos critérios éticos e legais previstos no Sistema Nacional de Transplantes.

A atuação coordenada garantiu segurança, e conformidade regulatória.

O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, destacou que o avanço é resultado de investimentos estruturantes na rede pública estadual.

“Os investimentos realizados pelo Governo do Maranhão permitem que novas histórias sejam contadas, com continuidade do cuidado e avanços concretos na assistência de alta complexidade. Cada procedimento como esse representa mais dignidade, mais acesso e mais vidas preservadas no nosso estado”, afirmou.

O de Aceleração de Transplantes do Maranhão promoveu mudanças estruturais na rede especializada, incluindo ampliação das comissões hospitalares de transplantes, qualificação de equipes, fortalecimento de auditorias e ações de incentivo à doação de órgãos.

Entre as iniciativas está a criação da Organização de Procura de Órgãos (OPO) no Hospital Dr. Carlos Macieira, além da regionalização e interiorização da rede.

Os reflexos das medidas já aparecem nos números. O estado registrou aumento de 600% no número de doadores efetivos e crescimento de 370% nos sólidos.

Em 2025, o Maranhão atingiu recorde histórico, com 657 transplantes realizados. Desse total, foram 525 de córneas, 95 de rins, 32 de fígado, um de coração e quatro de medula óssea, conforme dados da Central Estadual de Transplantes.

Para o coordenador da CET-MA, Hiago Bastos, o procedimento simboliza um novo momento para a maranhense.

“Esse transplante não é apenas um feito cirúrgico. Ele representa a consolidação de um sistema estadual de transplantes organizado, auditado, seguro e capaz de realizar procedimentos de altíssima complexidade com excelência”, ressaltou.

Devido ao caráter inédito do transplante hepático intervivos entre adultos na região, a equipe local contou com técnico-científico de profissionais de outros estados, reforçando a integração e a troca de experiências no âmbito nacional.

Fonte: Governo do Maranhão

Fonte: O Imparcial

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