Lula sanciona lei que isenta IR até R$ 5 mil; veja o que muda e a validade

Lula sanciona lei que isenta IR até R$ 5 mil; veja o que muda e a validade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia para R$ 5 mil a faixa de isenção do Imposto de Renda.

A norma também cria um desconto automático para contribuintes que ganham até R$ 7.350 e aumenta a tributação sobre altas rendas a partir de R$ 600 mil anuais.

Segundo o , cerca de 20 milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto com a nova regra.

A medida reorganiza a estrutura do imposto ao ampliar a base de contribuintes isentos, reduzir a carga efetiva na faixa intermediária e elevar a tributação no topo da renda.

O modelo aprovado combina tabela progressiva com desconto automático para evitar aumentos abruptos de tributação. Já para as rendas superiores, a cobrança adicional ocorrerá apenas no ajuste anual.

O afirma que o impacto fiscal será compensado pelo aumento da taxação sobre altas rendas, pela revisão de benefícios tributários e por ganhos de conformidade decorrentes do cruzamento de dados e ações da Federal.

A sanção ocorre após votação unânime no Senado e tramitação acelerada na Câmara, em meio a negociações sobre compensações exigidas pelo arcabouço fiscal.

A ampliação da isenção até R$ 5 mil era compromisso de campanha de Lula e vinha sendo tratada pelo governo como parte central da reforma da tabela, que acumulava defasagem há anos.

O que muda na prática

A lei cria um modelo híbrido que combina pilares:

  1. Isenção para rendas até R$ 5 mil;
  2. Desconto automático para contribuintes que ganham até R$ 7.350;
  3. Sobretaxas sobre rendas anuais mais elevadas.

O modelo substitui a estrutura anterior, que isentava rendas até R$ 2.259 e aplicava um desconto simplificado mensal de R$ 528.

Desconto por dependente, deduções de saúde, educação e previdência, e demais regras da declaração anual permanecem inalterados.

Desconto para rendas até R$ 7.350

A norma cria um desconto automático de R$ 750 na retenção na fonte para contribuintes que ganham de R$ 5.001 a R$ 7.350, evitando salto brusco na carga tributária quando termina a faixa de isenção.

  • O mecanismo funciona assim:
  • calcula-se o imposto pela nova tabela mensal;
  • aplica-se o abatimento de R$ 750, reduzindo o imposto devido.

O desconto vale para quem não utiliza deduções tradicionais. Caso o contribuinte opte por declarar despesas dedutíveis, o cálculo poderá ser revisto no ajuste anual.

Quem paga menos com a nova regra

Segundo o Ministério da Fazenda:

  • Contribuintes que ganham até R$ 5 mil deixam de pagar IR mensal;
  • Trabalhadores que ganham até R$ 7.350 terão imposto reduzido com o desconto automático;
  • Cerca de 32 milhões terão redução total ou parcial da carga tributária.

Quem paga mais

A lei cria sobretaxas sobre rendas altas, aplicadas somente no ajuste anual:

  • Rendas acima de R$ 600 mil/ano terão acréscimo de 2,5 pontos percentuais;
  • Acima de R$ 1 milhão, o acréscimo será de 5 pontos;
  • Acima de R$ 2 milhões, de 7,5 pontos.

Essas alíquotas incidem apenas sobre a parcela excedente de cada faixa, sem alterar a retenção mensal.

Quando começa a valer

A lei passa a valer em 1º de janeiro de 2026, conforme a anterioridade anual e a noventena previstas na Constituição.

Na prática:

  • A folha de pagamento de janeiro de 2026 já terá retenção com base na nova tabela;
  • A declaração do IR de 2027 (ano-base 2026) será a primeira a incorporar todas as mudanças.

Fonte: CNN

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