Segundo apuração da âncora da CNN Débora Bergamasco, profissionais responsáveis pela campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão discutindo a decisão de não utilizar na propaganda eleitoral as imagens da homenagem que a Escola de Samba Acadêmicos de Niterói fez ao presidente durante o desfile realizado na Sapucaí, no Rio de Janeiro, no último domingo (15).
A preocupação tem base jurídica e já estava presente antes mesmo do Carnaval. Segundo Bergamasco, a primeira-dama Janja da Silva desistiu de desfilar na avenida pela mesma razão.
Precedente jurídico e comparações com 2022
O principal motivo para evitar o uso dessas imagens é o precedente que poderia ser criado. Há receio de alimentar polêmicas sobre possível tratamento diferenciado da Justiça Eleitoral entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em 2022, Bolsonaro foi impedido de usar imagens do evento de 7 de setembro, quando foi comemorado o bicentenário da independência do Brasil. Posteriormente, ele foi acusado de abuso de poder econômico por esse mesmo evento, e esse foi um dos motivos de sua inelegibilidade.
Por isso, aliados defendem cautela máxima para evitar que sejam utilizadas tanto as imagens do presidente curtindo essa parte específica do Carnaval quanto as imagens do desfile em si. A estratégia visa prevenir possíveis questionamentos jurídicos que possam comprometer a campanha eleitoral de Lula.




