Lançado anos atrás na plataforma Wattpad e logo alcançando milhões de visualizações, a obra da romancista Stefania S. , Love me, Love Me, enfim ganhou sua adaptação para o cinema. Rodado todo na Itália, essa nova aposta do Prime Video para alcançar o público jovem opta pelo romance de manual, convencional do primeiro ao último minuto. O projeto investe forte no melodramático, na linha do piegas e construindo momentos previsíveis através de personagens desinteressantes, com clichês para tudo que é lado.
June (Mia Jenkins), uma jovem estudante britânica, chega em Milão com a mãe após um trauma na família. Ela é matriculada na Escola Internacional Saint Mary’s e, nesse novo lugar, conhece uma série de novas pessoas que vão preencher lacunas em seu presente. Entre elas estão Will (Luca Melucci) e James (Pepe Barroso), com que viverá um triângulo amoroso com algumas consequências.
Primeiro de uma série de obras que devem ganhar novas adaptações em breve – ainda mais após o filme ter alcançado o Top1 da plataforma já mencionada, mesmo sem grande divulgação – Love me, Love Me é aquele projeto igual a tantos outros que chega a ser redundante mencionar alguns pontos. Com uma narrativa simples, alcançando logo seu conflito central, a trama não se desprende de soluções convenientes, coadjuvantes estereotipados e ainda apresenta um dos personagens mais chatos dos últimos anos: Will.

O projeto parece querer – sem um pingo de profundidade – trazer à mesa reflexões complexas sobre uma juventude mimada e a imaturidade. Repetindo padrões em meio a fofocas, inveja, conflitos amorosos e ciúmes, a narrativa não chega em camadas para personagens estacionados na caricatura inicial – o bad boy perturbado envolvido em lutas clandestinas, o jovem que aparenta ser perfeito, a amiga venonosa, entre outros. Ainda por cima, adiciona suas notas picantes envolvidas em um suposição de um amor piegas. Haja paciência!

Nesse octógono do amor, repleto de situações exageradas, esse filme dirigido pelo nova-iorquino Roger Kumble é um balde de água fria em quem deseja investir seu tempo em reflexões contundentes sobre dramas da juventude.
Fonte: CINEPOP




