Após um hiato de sete anos, cantora britânica detalha em ‘West End Girl’ as dores e os bastidores do término com o ator de ‘Stranger Things’, abordando temas como infidelidade e relacionamentos abertos
A cantora britânica Lily Allen lançou nesta sexta-feira (24) seu quinto álbum de estúdio, “West End Girl”, marcando seu retorno à música após sete anos de hiato. O novo trabalho mergulha de forma brutalmente honesta no conturbado fim de seu casamento com o ator David Harbour, conhecido por seu papel como Hopper na série “Stranger Things”. Gravado em um surto criativo de apenas 16 dias no final de 2024, o álbum funciona como um diário musical sobre a separação.
Em entrevista à revista Vogue britânica, Lily Allen revelou que compor o disco foi a maneira que encontrou para processar os acontecimentos em sua vida. As 14 faixas de “West End Girl” misturam batidas eletrônicas com letras que expõem as complexidades e dores do relacionamento, abordando temas como traição, um suposto casamento aberto e a instabilidade emocional que a levou a buscar ajuda profissional.
As letras não deixam espaço para dúvidas sobre a inspiração por trás do trabalho. Em “Sleepwalking”, Allen canta sobre a desconfiança: “Você me deixou pensar que era coisa da minha cabeça / e nada a ver com aquelas garotas na sua cama”. Já na faixa “Dallas Major”, a artista é ainda mais direta sobre a dinâmica do casal: “Provavelmente devo explicar que meu casamento virou aberto desde que meu marido se desviou”.
Apesar do tom confessional e dos detalhes íntimos revelados, a cantora pondera que o álbum é uma mistura de realidade e ficção. “Há coisas que eu vivenciei no meu casamento, mas isso não quer dizer que seja tudo verdade. É inspirado pelo que aconteceu”, explicou. O disco narra uma jornada de dor, confusão e, por fim, a busca pela autoafirmação após a ruptura.
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O processo de criação coincidiu com um período em que Allen decidiu se internar voluntariamente em uma clínica de reabilitação para lidar com a “turbulência emocional” da separação, confirmada em fevereiro de 2025. O álbum, descrito por críticos como um “exorcismo pessoal em forma de pop”, se tornou um ponto de virada na vida pessoal e criativa da artista.
Fonte: Jovem Pan




