Justiça decreta prisão de 8 vereadores de Turilândia

Justiça decreta prisão de 8 vereadores de Turilândia

Após requerimento do Ministério Público do (MPMA), a 3ª Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão decretou, nesta terça-feira (10), a preventiva de oito vereadores do município de Turilândia. A decisão foi tomada por descumprimento de medidas cautelares e por obstrução da instrução criminal.

O pedido foi assinado pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, e protocolado na última sexta-feira (6).

Nesta quarta-feira (11), o MPMA cumpriu os mandados de prisão contra os vereadores Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes.

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O Ministério Público informou que os vereadores Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz não violaram as restrições impostas anteriormente. Por isso, não foram incluídos no novo pedido de prisão.

De acordo com o MPMA, os descumpriram medidas cautelares impostas em dezembro de 2025. Na ocasião, a prisão preventiva havia sido substituída por monitoramento e restrição de contato entre os investigados.

As regras determinavam que os vereadores só poderiam se comunicar entre si dentro da Câmara Municipal, em dias úteis, das 8h às 17h, e apenas para tratar de assuntos estritamente parlamentares.

Também ficou proibido qualquer contato entre vereadores e outros investigados que não exercessem mandato parlamentar. A proibição era total, independentemente de horário ou local.

Segundo o Ministério Público, houve descumprimento reiterado dessas determinações.

Tântalo II

O caso é um desdobramento da Operação Tântalo II, deflagrada pelo MPMA no fim de dezembro de 2025.

A apura a atuação de uma que, segundo o MP, era comandada pelo prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Filho, conhecido como Paulo Curió.

A operação resultou na prisão de diversas autoridades locais, entre elas o prefeito, a vice-prefeita, vereadores e empresários da região.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), há indícios da prática de crimes como organização criminosa, em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e .

Os prejuízos ao patrimônio público foram estimados em mais de R$ 56 milhões.

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