A Justiça do Maranhão autorizou a conversão da prisão preventiva em domiciliar para Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, primeira-dama e pré-candidata à Assembleia Legislativa, e para Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia. Ambas estavam detidas desde o desdobramento da Operação Tântalo II, que investiga uma organização criminosa suspeita de drenar recursos públicos da prefeitura. A decisão fundamentou-se em um estudo social detalhado e contou com o parecer favorável do Ministério Público Estadual.
Mesmo fora do sistema prisional, as investigadas deverão cumprir regras rígidas de conduta estabelecidas pela magistratura. O recolhimento domiciliar deve ser integral, o que impede qualquer saída da residência sem autorização judicial prévia.
Além disso, a Justiça proibiu qualquer tipo de contato entre elas e os demais envolvidos no processo ou testemunhas, visando garantir a integridade das investigações. O uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento também foi autorizado, dependendo apenas da disponibilidade técnica do equipamento.
A situação política em Turilândia permanece instável e sob intervenção. Na última semana, o Tribunal de Justiça do Maranhão aprovou a intervenção estadual no município após o afastamento de sucessivos gestores envolvidos no caso.
Antes da medida extrema, a prefeitura estava sob o comando do presidente da Câmara Municipal, que também passou a figurar como alvo das apurações. A operação policial busca agora rastrear o caminho do dinheiro e identificar outros agentes públicos que possam ter facilitado o suposto esquema de corrupção.
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Fonte: O Imparcial




