Japão planeja ter mísseis em base perto de Taiwan; China diz que ação é ‘extremamente perigosa’

Japão planeja ter mísseis em base perto de Taiwan; China diz que ação é ‘extremamente perigosa’

Na semana passada, o Japão já havia enviado caças da Força Aérea de Autodefesa para Yonaguni, após identificar um drone chinês sobrevoando a área entre a japonese e Taiwan

Photo by Jade Gao / AFPPresidente da , Xi Jinping, discursa em uma recepção no Grande Salão do Povo, após um desfile militar que marcou o 80º aniversário da vitória sobre o Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial, em Pequim

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, disse no último domingo, 23, que o país planejar instalar mísseis terra-ar de médio alcance na base da ilha de Yonaguni, que fica a cerca de 110 quilômetros de Taiwan.

De acordo com o jornal The Japan Times, Koizumi afirmou, durante uma visita a Yonaguni, que o envio de mísseis ao local “pode ajudar a diminuir a probabilidade de um ataque armado” contra o Japão. “A ideia de que isso aumentará as tensões regionais não é precisa”, acrescentou.

A medida, no entanto, não foi bem recebida pela China, que vive uma crise diplomática com seus vizinhos desde que a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que ações do chinês contra Taiwan poderiam justificar uma resposta militar por parte dos japoneses.

Ao ser questionada durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, 24, sobre a afirmação de Koizumi, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse que a ação “é uma manobra deliberada que alimenta tensões regionais e provoca o confronto militar”.

“Considerando as declarações equivocadas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan, essa ação é extremamente perigosa e deveria colocar os países vizinhos do Japão e a comunidade internacional em alerta máximo”, afirmou.

Na semana passada, o Japão já havia enviado caças da Força Aérea de Autodefesa para Yonaguni, após identificar um drone chinês sobrevoando a área entre a ilha japonese e Taiwan.

Mao Ning também reiterou a exigência de um pedido de desculpas por parte de Sanae e disse que as declarações da primeira-ministra prejudicaram as negociações para uma nova reunião trilateral entre China, Japão e Coreia do Sul. “A China insta o Japão a levar a sério o que ouviu da China, a fazer uma profunda reflexão e corrigir seus erros, a agir de acordo com seu compromisso com a China e a parar de seguir seu caminho equivocado, e muito menos dizer uma coisa e fazer outra”, acrescentou.

A China considera Taiwan parte de seu território, apesar de a região ter um governo que funciona de forma independente. Taiwan, por sua vez, afirma que Pequim não tem autoridade sobre a ilha – posição apoiada por Sanae Takaichi.

Em depoimento a uma comissão parlamentar no dia 7 de novembro, Sanae afirmou que, se as medidas da China contra Taiwan envolverem “o uso de navios de guerra e ações militares, poderá, sem dúvida, tornar-se uma situação de risco de vida”.

Desde então, a tensão entre as duas maiores economias da Ásia aumentou. A China insiste em exigir um pedido de desculpas e recomendou que seus cidadãos evitem ao território japonês O Japão tentou acalmar as tensões e chegou a enviar um representante do Ministério das Relações Exteriores à China, mas as declarações de integrantes do governo de Sanae não têm ajudado a esfriar a situação.

Estadão Conteúdo*



Fonte: Jovem Pan

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