Um homem identificado como Lourenço Trevisan Barcellos foi assassinado a tiros na tarde do último sábado (10), no bairro Cidade Jardim, em Imperatriz. O crime ganhou repercussão após as investigações apontarem que a execução teria sido motivada por uma acusação de aliciamento de uma adolescente.
Segundo o comandante do Comando de Policiamento de Área do Interior (CPAI-3), coronel Emerson Costa, inicialmente, o Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) recebeu um chamado informando um suposto latrocínio que teria como vítima um motorista de aplicativo. No entanto, após a prisão dos suspeitos, a versão foi descartada.
A polícia confirmou que a vítima não era motorista de aplicativo e que mantinha contato com Ana Rayla Monteiro dos Santos, uma das suspeitas, que atuaria como intermediadora de encontros sexuais, a maioria com adolescentes.
De acordo com as informações, Lourenço costumava contratar os serviços da suspeita para intermediar encontros com mulheres e adolescentes. Na última negociação, ele teria solicitado que fosse providenciada uma criança de sete anos, o que levou Ana Rayla a se reunir com integrantes de uma facção criminosa para planejar uma emboscada contra a vítima.
Testemunhas relataram que Lourenço estava aguardando em um terreno na região quando foi surpreendido por criminosos armados, que efetuaram diversos disparos. Após o assassinato, os autores fugiram por uma área de mata próxima.
Com o apoio do helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA), a Polícia Militar localizou e prendeu um casal suspeito de envolvimento direto no crime. Luis Miguel Monteiro Aguiar e Ana Rayla Monteiro dos Santos foram encontrados escondidos no matagal.
Durante a abordagem, os suspeitos afirmaram integrar uma facção criminosa e relataram que Lourenço teria sido atraído até o local do crime sob a promessa de um encontro. Segundo a polícia, quem efetuou os disparos foram outros integrantes da facção.
Ainda conforme informações repassadas pelo comandante Emerson Costa, a vítima chegou a entrar em luta corporal com um dos executores, em uma tentativa de escapar da execução. A polícia informou que um terceiro homem, já identificado, também participou da ação criminosa e está sendo procurado.
O celular de Ana Rayla foi apreendido e possuía mensagens que indicariam contato entre ela e a vítima. O material será analisado e integrado à investigação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para o completo esclarecimento dos fatos.
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