Guerra no Oriente Médio: veja como foram os ataques dos EUA e Israel ao Irã

Guerra no Oriente Médio: veja como foram os ataques dos EUA e Israel ao Irã

Os ataques coordenados dos e de contra o resultaram na morte do aiatolá , líder supremo do país por quase quatro , mergulhando o Irã em profunda incerteza política e desencadeando um conflito que ameaça envolver grande parte do Oriente Médio.

O assunto foi analisado no videocast Fora da Ordem (ao vivo toda sexta, às 13h), na última sexta-feira (6).

Segundo informações discutidas por especialistas, a operação militar foi meticulosamente planejada e executada no último sábado (28), aproveitando uma reunião de Khamenei com seus principais assessores de e defesa.

O serviço de inteligência israelense Mossad monitorava o líder iraniano através de câmeras de trânsito hackeadas em Teerã, enquanto os Estados Unidos contribuíram com inteligência humana no local.

O ataque resultou na morte de 49 integrantes do alto escalão do regime, incluindo o comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (forças armadas de elite), o comandante das Forças Armadas, o chefe do Estado-Maior Conjunto e o chefe da Inteligência.

Mostafa Khamenei, filho do líder supremo, ficou gravemente ferido e permaneceu inconsciente até a segunda-feira (2) seguinte ao ataque, revela Lourival Sant’Anna.

do conflito regional

A guerra já chegou ao seu sétimo dia e, segundo a ONU, envolve de alguma forma pelo menos 16 países. Em resposta aos ataques, o Irã lançou contraofensivas contra cerca de 12 países, utilizando drones e mísseis balísticos que foram detectados no Azerbaijão, Israel, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait, diz Priscila Yazbek.

Apenas os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado 196 mísseis balísticos e mais de mil drones iranianos.

Israel intensificou bombardeios no sul de Beirute, área onde opera o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã. Moradores receberam ordens para evacuar imediatamente, causando caos nos bairros com pessoas fugindo em massa. Pelo menos 217 pessoas morreram no Líbano desde segunda-feira (2) até quinta-feira (5), enquanto Israel acumula tropas e blindados na fronteira.

A Europa também começou a entrar mais diretamente no conflito. O enviou caças para o e helicópteros militares para o Chipre. A Itália anunciou o envio de defesa aérea para países do Golfo, enquanto a mobilizou caças Rafale para os Emirados Árabes Unidos e para o Mediterrâneo Oriental, além do porta-aviões Charles de Gaulle.

O momento do ataque coincidiu com o período que antecede o Purim, festa judaica que celebra a resistência dos judeus na antiga Pérsia (atual Irã) a uma tentativa de extermínio. O primeiro-ministro israelense fez referência a esse simbolismo em seu pronunciamento inicial, alcançando 92% de aprovação popular em Israel para a operação militar, segundo pesquisas recentes.

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