Uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 320 milhões em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro é alvo de uma ofensiva conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
A operação, batizada de Pecunia Obscura, também teve desdobramentos no Maranhão, onde mandados foram cumpridos nesta quarta-feira (4).De acordo com as investigações, parte da estrutura do grupo atuava em território maranhense, responsável principalmente pela lavagem de capitais.
Dois investigados foram presos no estado: Alex Maylon Passinho Dominici e Celis de Castro Medeiros Júnior, apontados como integrantes do núcleo local da organização.Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão.
Até a última atualização, três suspeitos haviam sido presos. Também foi determinado o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 150 milhões.
As apurações começaram em março de 2021, após uma empresa de tecnologia financeira denunciar um prejuízo inicial de R$ 1 milhão. Segundo o inquérito, os criminosos utilizaram documentos falsos para acessar sistemas e explorar falhas operacionais, desviando recursos por meio de múltiplas contas digitais. Em apenas uma das empresas vítimas, foram identificadas pelo menos 238 contas usadas no esquema.
Com o apoio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os investigadores rastrearam a movimentação financeira e identificaram um complexo sistema de ocultação de recursos, com uso de empresas de fachada, depósitos em dinheiro vivo e transferências sucessivas para dificultar o rastreamento.
Ligação com o “Faraó das Bitcoins”
Além do Maranhão, o grupo também teria atuação em Minas Gerais. Durante a investigação, foram encontradas ainda transações relacionadas ao grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, investigado por suspeita de comandar um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país. Ele, no entanto, não é alvo da operação desta quarta-feira.
Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
Fonte: O Imparcial




