Governadores do PSD defendem ajuste fiscal e criticam fim da escala 6×1

Governadores do PSD defendem ajuste fiscal e criticam fim da escala 6×1

Os pré-candidatos do PSD à Presidência da República – os governadores Eduardo Leite (), Ratinho Júnior () e Ronaldo Caiado (Goiás) – defenderam nesta sexta-feira (6) uma maior responsabilidade fiscal nas contas públicas e criticaram a proposta do governo federal de extinguir a escala de trabalho 6×1.

Eles participaram de um evento promovido pela Fundação Espaço Democrático no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista.

Na ocasião, também ocorreram as filiações ao PSD dos estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari e Rogério Nogueira, que deixam o PSDB; Dirceu Dalben, que estava no Cidadania; e Márcio Nakashima, egresso do PDT.

O ato foi conduzido pelo nacional da legenda, Gilberto Kassab. Também participou do evento a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que deve disputar uma vaga de deputada estadual neste ano.

Ao longo do evento, os governadores debateram vários temas.

Um deles foram os programas sociais do governo federal e o fim da escala 6×1, aposta do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) para o ano eleitoral.

Caiado e Leite criticaram a condução do processo pelo petismo, e Ratinho Jr. não falou diretamente, mas abordou o impacto da jornada de trabalho entre os mais – segundo ele, desalentados com o atual governo.

“É o tema tipicamente petista. Eles não têm orçamento e não mostram qual vai ser a capacidade orçamentária de arcar com isso. Nós precisamos ouvir pessoas capazes, consistentes, reconhecidas de toda essa nacional, para nós podermos dizer quais serão as consequências de um populismo como esse”, disse Caiado.

Caiado também criticou Lula diretamente, afirmando que desde a primeira campanha presidencial, em 1989, o partido promete acabar com a pobreza no Brasil.

Segundo ele, após cerca de 20 anos no poder, o discurso continua sendo repetido todos os anos, sem que a pobreza tenha sido erradicada no país.

Leite reconheceu que programas sociais são necessários para corrigir desigualdades já existentes, mas defendeu que o foco das políticas públicas deve estar na promoção da igualdade de oportunidades.

Segundo o governador, enquanto o Brasil gastou mais de R$ 400 bilhões com programas sociais, destinou cerca de R$ 1 trilhão ao pagamento de no ano passado.

Para ele, isso demonstra que a “irresponsabilidade fiscal tem um custo elevado” para toda a sociedade. Ele também foi crítico ao projeto do fim da escala 6×1.

“Antes de falar sobre ajustes na carga tributária ou na jornada de trabalho, nós precisamos ganhar produtividade”, disse o governador gaúcho. “Se um país que não tem capacidade produtiva comparável a outros países no mundo ousa dar esse passo de maneira demagógica, a gente vai para um caminho de suicídio econômico.”

Apesar de não mencionar diretamente o tema, Ratinho Jr. comparou a má pública atual a “um grande elefante pesado, lento e que come demais”. Ele questionou a necessidade de o Brasil ter 38 ministérios.

Segundo ele, muitas pessoas não saberiam sequer listar quais são essas pastas ou quem são os ministros que as comandam.

“Todo dia, ou quase toda semana, todos os anos, a gente vê aumento de imposto, aumento de imposto e aumento da máquina pública”, disse o chefe do Executivo paranaense.

Durante o evento, ambos também defenderam privatizações e elogiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, do deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), que alterou a proposição inicial do governo federal.

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