O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apoiou Vinicius Jr. na terça-feira (18) após o atleta acusar o argentino Gianluca Prestianni de racismo durante jogo entre Real Madrid e Benfica.
Nas redes sociais, Mendes disse que “racismo não se tolera — no futebol ou fora dele”. “É inaceitável e não pode ser tratado com indiferença. Não é a primeira vez que Vini Jr. é alvo de condutas abjetas como essa — o que torna o episódio ainda mais grave”, completou.
“Minha solidariedade a um dos nossos maiores talentos, que enche o Brasil de orgulho dentro e fora de campo. Sua coragem em denunciar merece respeito. Não se pode normalizar o inaceitável”, finalizou.
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Racismo não se tolera — no futebol ou fora dele. É inaceitável e não pode ser tratado com indiferença. Não é a primeira vez que Vini Jr. é alvo de condutas abjetas como essa — o que torna o episódio ainda mais grave.
Minha solidariedade a um dos nossos maiores talentos, que…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) February 18, 2026
A confusão ocorreu no segundo tempo da partida pela Champions League. Após marcar o gol da vitória merengue, Vini discutiu com o argentino Prestianni, do Benfica, que chegou a cobrir a boca para insultar o brasileiro.
Foi nesse momento que Vini correu na direção do árbitro François Letexier, que acionou o protocolo antirracismo da Fifa, cruzando os punhos. Segundo Mbappé, Prestianni teria chamado o brasileiro de “macaco” cinco vezes.
Prestianni negou as acusações. “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao jogador Vinicius Júnior, que infelizmente interpretou mal o que acredita ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, disse no Instagram.
Entenda o protocolo antirracismo
São três etapas para o protocolo. Na primeira, o árbitro observa ou recebe a denúncia dos jogadores e decide se vai paralisar, ou não, a partida.
Nesse momento, os telões dos estádios passam uma mensagem relatando o incidente, além do gestual do árbitro, com aviso de que a partida pode ser suspensa caso os problemas não cessem.
Se os ataques persistirem, a arbitragem pode cancelar o jogo. Os árbitros têm o poder de analisar a situação e entender a dimensão dos fatos antes de tomar uma decisão definitiva.
Tudo fica relatado na súmula, ou seja, os próximos passos são a partir da publicação do documento.
*Com informações de Jairo Nascimento e Anna Carolina Gomes, da CNN Brasil
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