As mulheres estão em uma situação parecida. Amy Madigan, de “A Hora do Mal”, levou o Critics e Teyana Taylor, de “Uma Batalha Após a Outra”, o Globo de Ouro. A briga virtual é entre as duas, que ainda estão na busca pelo reconhecimento do Bafta e do Sindicato dos Atores. Neste caso, Teyana tem mais força do que Amy, que está disputando por um filme de terror. O Oscar não costuma premiar produções do gênero. Um bom exemplo é A Substância que concorreu, em 2025, a cinco Oscars e ganhou apenas o técnico de Maquiagem e Cabelo, perdendo Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção com Coralie Fargeat e Melhor Atriz com Demi Moore.
Das outras principais categorias ainda não citadas é interessante destacar que “Pecadores” está em primeiro nas apostas para Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora; e “As Guerreiras do K-Pop” devem levar para casa Melhor Animação e Melhor Música Original, com a canção “Golden”.
Surpresas e esnobados
Muita gente estuda o Oscar e todos os grandes veículos tentam cravar os indicados para o prêmio ano a ano. Ainda assim, sempre uns ficam de fora inesperadamente e outros surpreendem por serem lembrados. Na lista de 2026, não foi diferente. Apesar de muito justa na maioria das categorias, alguns nomes chamaram a atenção, seja na presença ou na falta.
A começar por Melhor Atriz. Kate Hudson, de “Song Sung Blue”, acabou entrando no corte final da lista, deixando de fora nomes como Chase Infiniti, de “Uma Batalha Após a Outra”, Amanda Seyfried, de “O Testamento de Ann Lee”, e a menos cotada Cynthia Erivo, de “Wicked: Parte 2”. Na atuação coadjuvante, Ariana Grande, também de “Wicked”, foi a maior ausência, mas não de uma forma injusta, uma vez que a lista tem as cinco atrizes mais premiadas nesta temporada.
Na categoria de Melhor Ator, o único que poderia ter aparecido e ficou de fora foi Jesse Plemons, de “Bugonia”. Já o quesito coadjuvantes ficou marcado por uma das maiores surpresas. Delroy Lindo, de “Pecadores”, entrou na lista e deixou de fora Paul Mescal, que interpretou William Shakespeare em “Hamnet”, e Adam Sandler em “Jay Kelly”, onde entregou uma atuação belíssima.
Melhor Filme Internacional também chamou atenção ao indicar “A Voz de Hind Rajab”, da Tunísia, e deixar de fora “A Única Saída”, da Coreia do Sul. O diretor do sul-coreano, Park Chan-wook, é uma lenda do cinema e foi responsável por clássicos recentes, caso de “Oldboy” e “A Criada”.
Uma surpresa apareceu também em Melhor Filme. “F1” abocanhou uma indicação na categoria principal, assumindo o papel do longa que recebeu o reconhecimento da Academia por excelência técnica. Apesar da produção de Brad Pitt dirigindo carros de Fórmula 1 ter sido cotada entre especialistas, ainda havia uma certa esperança de que “Foi Apenas um Acidente” ou “Blue Moon” estivessem na lista, uma vez que “Frankenstein” poderia ser o único escolhido como o destaque nas tecnicalidades da disputa pelo prêmio mais cobiçado da noite.
Por fim, outros esnobados foram os filmes “Jay Kelly” e “Wicked: Parte 2”, que não só ficaram fora das categorias de atuação, como ainda não foram citados em toda a lista do Oscar de 2026. O curta brasileiro “Amarela” e o documentário nacional “Apocalipse nos Trópicos” também apareciam em algumas previsões e não conseguiram a indicação. Entretanto, o Brasil já está muito bem representado e a torcida começa desde já para mais uma, ou algumas, estatuetas para a sala de troféus do cinema nacional.




