Um estudo que surpreende
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, indicou que a estimulação cerebral pode influenciar comportamentos sociais, como a generosidade. Os resultados foram publicados na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), uma das mais respeitadas na área acadêmica.


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Segundo os cientistas, ao aplicar estímulos leves em regiões específicas do cérebro ligadas à empatia e à tomada de decisão moral, os participantes passaram a demonstrar maior disposição para dividir recursos com outras pessoas.
Como os pesquisadores realizaram o experimento
A equipe utilizou uma técnica chamada estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS), considerada não invasiva. Durante o experimento, voluntários participaram de jogos econômicos nos quais precisavam decidir quanto dinheiro compartilhar com desconhecidos.
Parte do grupo recebeu estimulação direcionada ao córtex pré-frontal dorsolateral, região associada ao controle emocional e decisões sociais. Enquanto isso, outro grupo passou por um procedimento simulado, sem estímulo real, para servir de comparação.
O que os resultados mostraram
Os pesquisadores observaram que os participantes que receberam estimulação real apresentaram maior tendência a dividir os valores de forma mais equilibrada. Ou seja, demonstraram comportamentos mais altruístas em comparação ao grupo controle.
De acordo com os autores do estudo, isso sugere que determinadas áreas do cérebro desempenham papel direto na forma como avaliamos justiça, cooperação e generosidade.
O que isso significa?
Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que a técnica ainda está em fase experimental dentro da ciência. Portanto, não se trata de uma ferramenta pronta para aplicação clínica ou social.
Ainda assim, a pesquisa da Universidade de Zurique amplia o entendimento sobre como os circuitos neurais influenciam decisões morais e comportamentos pró-sociais. Além disso, abre caminho para investigações futuras sobre empatia, cooperação e funcionamento do cérebro humano.
Fonte: Folha de Pernambuco
Fonte: FATOS DESCONHECIDOS




