O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, têm como um dos temas centrais de sua reunião em Washington, prevista para a segunda quinzena de março, a exploração de minerais críticos e terras raras. Embora o governo americano tenha classificado o Brasil como um parceiro “essencial” e “promissor”, assessores presidenciais indicam que o encontro deve servir mais para abrir canais de diálogo do que para a assinatura de pactos formais imediatos.
Um dos principais entraves para um acordo definitivo é a ausência de uma política nacional consolidada para o setor. No entanto, o secretário assistente de Estado dos EUA, Caleb Orr, destacou que o país norte-americano está aberto a realizar o processamento desses minerais em solo brasileiro, reconhecendo a sofisticação da economia nacional e a necessidade de cadeias de suprimento sólidas.
Divergências e Convergências Estratégicas
• Valor Agregado: O presidente Lula defende que a industrialização dos minerais ocorra no Brasil, visando a geração de empregos e a exportação de produtos com maior valor agregado, em vez de apenas matéria-prima bruta.
• Segurança de Suprimento: Para os Estados Unidos, o Brasil é estratégico pela vasta reserva natural e pela diversificação econômica, sendo uma alternativa viável para a segurança energética e tecnológica global.
Marco Legal no Horizonte
Paralelamente às discussões diplomáticas, o Legislativo brasileiro sinaliza avanços internos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Casa deve analisar ainda neste semestre a criação de um marco legal para a exploração de minerais críticos. A proposta visa estabelecer regras claras para atrair investimentos e destravar recursos estrangeiros, preparando o país para as demandas da transição energética.
A viagem oficial, acertada em ligação entre os líderes em janeiro, ainda aguarda a definição de uma data exata para conciliar as agendas da Casa Branca e do Palácio do Planalto.
Fonte: O Imparcial




