Quando a primeira expedição britânica chegou a essa ilha das Bahamas, em 1648, os colonizadores pioneiros escolheram um nome poético para o lugar de beleza impressionante que encontraram: Eleuthera, um termo derivado do grego que pode ser traduzido como “livre” ou “liberdade”.
Originalmente, a denominação tinha menos a ver com a paisagem e mais com os objetivos da viagem – os colonos vinham fugidos da ilha de Bermuda, reclamando da falta de liberdade religiosa – mas, hoje, acabou virando uma forma apropriada de se referir ao que sente o visitante de um dos lugares mais bonitos do arquipélago das Bahamas.
Opção para quem quer um litoral mais deserto do que aquele encontrado nos arredores da capital Nassau, Eleuthera é provavelmente a mais conhecida das chamadas “Ilhas Exteriores”, que marcam a barreira entre o Mar do Caribe e a imensidão do Atlântico. A ilha é conhecida por sua longa extensão, com estreitas faixas de areia rosadas que separam os dois pedaços de mar.
180 km de extensão e uma “Ponte de Vidro”
Possivelmente, o que torna Eleuthera o mais famoso dentre os destinos menos apinhados das Bahamas é justamente a característica geográfica que garante tantas praias desertas: a ilha é muito comprida e estreita, com 180 km de uma ponta a outra, com longas faixas de litoral em dose dupla, já que é possível curtir o mar dos dois lados.
Quanto à largura, mesmo em seus pontos mais amplos, Eleuthera raramente supera a marca de 3 km, e várias partes dela mal chegam à metade disso. Em muitos lugares da ilha, portanto, dá para ir com uma curta caminhada entre os dois lados – e faz diferença qual mar você escolhe.
As praias voltadas ao Atlântico, por ficarem de frente para o oceano aberto, costumam ter mais vento e ondas mais agressivas, e quem só quer um mergulho tranquilo costuma buscar a parte virada ao Caribe – que também tem o plus de ser o lado para onde o sol se põe, garantindo um fim de dia inesquecível sobre as águas.
Mas, mesmo com águas mais bravas, o litoral do Atlântico costuma ter faixas de areia mais extensas, rendendo uma experiência agradável à beira-mar, e também apresenta uma biodiversidade marinha muito mais ampla, o que torna esse lado mais procurado por quem busca roteiros de snorkel.
O ponto mais famoso de Eleuthera é a faixa onde os mares quase se encontram: o local, conhecido como Glass Window Bridge, é autoproclamado como “ponto mais estreito do planeta”, com menos de 10 metros separando o Atlântico do Mar do Caribe na menor parte. Uma ponte (que não é de vidro!) passa por cima do estreito, onde é possível ver a tonalidade distinta das águas.
Como chegar, onde ficar e como circular por Eleuthera
A melhor maneira de chegar à ilha costuma ser pegando um voo até o principal aeroporto da ilha, o North Eleuthera Airport. Voos domésticos partem de Nassau – a ponte aérea leva cerca de meia hora – e também há trechos internacionais que conectam aeroportos do sul dos Estados Unidos e esse destino. A ilha ainda conta com outros dois aeroportos menores, atendidos por voos regionais dentro das Bahamas. Outra opção é pegar o ferry entre Nassau e Eleuthera, uma viagem que dura cerca de 3 horas.


Diferentes hotéis e resorts operam em Eleuthera e, graças às características geográficas da ilha, as opções de hospedagem sempre ficam à beira-mar ou a uma distância caminhável da faixa de areia. Alternativas famosas incluem o La Bouganvillea e o The Cove. Também é possível encontrar opções de aluguel por temporada em plataformas como o Airbnb, que incluem desde villas privadas até pequenas cabanas à beira-mar.
Para aproveitar ao máximo da ilha, o indicado é alugar um carro ao chegar no aeroporto: apesar da boa infraestrutura turística, Eleuthera é extensa e não conta com transporte público regular para atingir as partes mais interessantes do litoral, o que exige um carro próprio para explorar o que seus 180 km têm a oferecer.
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