A diretora por trás da nova adaptação cinematográfica de “O Morro dos Ventos Uivantes“, Emerald Fennell, 40, explicou o porquê o título do filme levar aspas.
Em entrevista ao Fandango, a cineasta avaliou que é “impossível” fazer um adaptação fiel de uma obra como “O Morro dos Ventos Uivantes”, escrita por Emily Brontë em 1847. “O ponto para mim é que você não pode adaptar um livro tão denso, complicado e difícil quanto este. Eu não posso dizer que ‘estou fazendo Morro dos Ventos Uivantes’, isso não é possível”, explica. “O que posso dizer é que ‘estou produzindo uma versão da obra.”
Para Fennell, é muito difícil de se reconstruir um universo que seja “igual” ao de Brontë, ainda mais porque cada leitor tem sua própria construção de acordo com sua leitura e sua própria interpretação. “Existe uma versão que eu me lembro enquanto lia o livro, que não é exatamente real, e há uma versão em que eu queria que certas coisas acontecessem, mas elas nunca aconteceram.”
“Então é realmente ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ e ao mesmo tempo não é. Mas eu realmente acredito que qualquer adaptação de uma obra, especialmente uma como esta, deveria ter aspas ao redor do título”, explica.
Segundo ela, sua visão parte, principalmente, do quão importante é o livro para ela. “E ele é muito importante para diversas pessoas também. E acredito que ter feito muitas pesquisas com o Brönte Parsonage Museum e com outras pessoas que amam esse livro também, porque ele significa muito para mim. É muito importante que todos que tenham amado essa obra, da mesma forma que eu, se sintam quase parte disto, creio eu.
“O Morro dos Ventos Uivantes” chega para o público brasileiro em 12 de fevereiro. As vendas dos ingressos já estão abertas.




